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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

PREGUIÇA



A Escritura trata a preguiça como tolice moral, desperdício de vida e desonra diante de Deus. Ela rouba oportunidades, corrói o testemunho e transfere para outros o peso que deveria ser assumido. Preguiça é adiar o que deve ser feito, delegar o que é de responsabilidade pessoal, evitar o esforço necessário e, muitas vezes, espiritualizar a omissão. É viver sempre no “depois”, enquanto o chamado de Deus é para o hoje.


Em Provérbios, o preguiçoso é descrito como alguém que sempre encontra motivos para não agir, desculpas para não avançar e argumentos para justificar a própria inércia. “O preguiçoso diz: Há um leão lá fora; serei morto no meio das ruas” (Pv 22:13). A preguiça não é apenas falta de energia; é uma postura do coração que se esconde atrás de razões aparentemente plausíveis para fugir das próprias responsabilidades. 


Nesse contexto, a palavra aos Colossenses nos confronta e nos orienta: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Cl 3:23). O texto nos ensina verdades preciosas.


Primeiro, não é tudo o que devemos fazer. “Tudo quanto fizerdes” não significa tudo o que nos é proposto, cobrado ou imposto. Há tarefas que não são nossas, lutas que não nos cabem e expectativas que não procedem de Deus. É necessário discernimento. Seja você pai ou mãe, filho, estudante, trabalhador, provedor do lar, profissional, pastor ou missionário, Deus confiou a você responsabilidades específicas, não todas. Tenha discernimento para reconhecer o que lhe cabe e, nisso, assuma com zelo, fidelidade e sem preguiça.


Segundo, aquilo que nos compete deve ser feito “de todo o coração”. Isso significa com dedicação, zelo e alegria no Senhor. Não de qualquer jeito nem pela metade. Fazer de todo o coração é oferecer o melhor possível dentro das limitações reais, sem negligência e sem má vontade.


Terceiro, mesmo quando servimos pessoas ou lidamos com demandas humanas, fazemos “como para o Senhor”. Isso muda tudo! O trabalho deixa de ser pesado e passa a ser adoração. A responsabilidade deixa de ser fardo e se torna vocação. Deus se agrada da fidelidade cotidiana naquilo que fazemos. Não dê lugar à preguiça!



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