Não, não sei se te amo.
Só sei que me encantei com tua proposta de enfrentar a vida sem as muletas da magia e sem o delírio da religião.
Não, não se te amo.
Só sei que te admiro por insistires em viver e ensinar que existe uma bondade que dispensa sacrifício.
Não, não sei se te amo.
Só sei que te reverencio por manteres os teus sermões curtos e tuas conversas, longas. Lindo saber que gastaste mais tempo com pessoas do que em tribunas.
Não, não sei se te amo.
Só sei que te enalteço por teres feito mais perguntas do que ofertares respostas (me regozijo em aprender que as armadilhas que te aprontaram não se sustentaram diante de tua sabedoria).
Não, não sei se te amo.
Só sei que sou mais atraído por tuas histórias, parábolas e provérbios do que pelas abstrações de teólogos e filósofos.
Não, não sei se te amo.
Só sei que me comovo por teres aceitado ser corrigido por uma mulher ciro-fenícia, teimosa em sarar sua filha.
Não, não sei se te amo.
Só sei que trocaste meu coração de pedra por um de carne e desde então só desejo seguir os teus passos.
Não, não sei se te amo.
Só sei que me quedo embevecido com o que João testemunhou sobre ti: “…. e tendo-os amado, os amou até o fim”.
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