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terça-feira, 28 de abril de 2026

CHAMADO



A fidelidade é um assunto de grande importância na Palavra. O Pai nos escolheu e nos chamou para sermos fiéis. Cristo derramou o seu sangue para nos redimir, fazendo-nos fiéis. O Espírito Santo habita a igreja para nos manter fiéis.


A palavra grega usada no Novo Testamento para “fiel” (pistós) significa ser e fazer aquilo que se deve. Aplicado aos cristãos, é sermos o que Deus nos chamou a ser e fazermos o que Ele nos chamou a fazer. Assim, um dos maiores privilégios e desafios em nossas vidas é viver de acordo com aquilo que cremos e recebemos do Senhor.


Na terceira carta de João, nos versículos 5 e 6, ao se dirigir a Gaio, o apóstolo escreve: “Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros, os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus” (3Jo 5-6).


Gaio era um cristão cuja vida correspondia à sua fé, especialmente em seus relacionamentos. Era amoroso, não apenas com os conhecidos e próximos, mas também com os desconhecidos. Seu testemunho encorajava a todos. Que lindas lições!


Primeiro, nosso chamado em Cristo é para sermos o que Ele nos chamou a ser. Não basta fazer, trabalhar ou frutificar. Nosso primeiro chamado é para morrer, dizendo como Paulo: “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Que o Senhor nos quebrante e nos leve mais perto da pessoa de Cristo, para que sejamos tudo o que Ele nos chamou a ser.


Segundo, nosso chamado em Cristo é duplo. Não apenas ser, mas também fazer o que Ele nos chamou a fazer. João destaca que Gaio procede “fielmente”, pois amou aqueles que o Senhor colocou em sua vida, transformando o amor em atos de ajuda e dignidade aos que precisavam. Seu testemunho alcançava os que estavam por perto e despertava os que estavam longe. Ainda hoje, a vida de Gaio continua a falar.


Entendemos, assim, que a sintonia entre vida e fé é sinal de maturidade cristã. E o contrário também é verdadeiro. Se falamos e ensinamos aquilo que, na verdade, não vivemos, nem buscamos viver, isso é um motivo importantíssimo para reflexão, arrependimento e mudança. ��Por fim, somos lembrados de que a fidelidade não é apenas uma exigência, mas uma resposta de amor Àquele que foi plenamente fiel a nós. Deus não nos chamou para uma vida de aparência, mas de coerência, onde aquilo que somos em Cristo transborda em tudo o que fazemos. Ore ao Senhor! 

Fidelidade nas palavras e no silêncio. Fidelidade nas ações e nas reações. Fidelidade no olhar. Fidelidade nos pensamentos. Fidelidade nas motivações. Seja Cristo exaltado!



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