Quando fizerem a colheita da sua terra, não colham até as extremidades da sua lavoura nem ajuntem as espigas caídas da sua colheita (Lv 19.9).
Desde o início da história da humanidade, tentamos nos esquivar de nossa responsabilidade com o próximo. Quando Deus perguntou a Caim onde estava Abel, seu irmão, a resposta foi: "Não sei. Sou eu quem deve guardar o meu irmão?" (Gn 4.9). Lavar as mãos e dizer que cada um deve cuidar de si mesmo nos parece muito mais fácil e cômodo. Mas, ao ler a Bíblia, percebemos que Deus pensa de modo diferente. Ele não está atento apenas a mim. O Senhor também olha pelo outro que está ao meu lado. E o grande desafio é que o Soberano pode estar querendo usar minha vida para cuidar de outra pessoa.
O texto da leitura bíblica deixa isso muito evidente. Os israelitas não deveriam colher até a extremidade de sua plantação nem ajuntar as espigas caídas no chão. Também estavam proibidos de passar duas vezes pela vinha. Sempre deveriam deixar alguma coisa para os necessitados e para os estrangeiros. O apóstolo Paulo orientou os irmãos de Filipos: "Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros" (Fp 2.4).
Então surge a pergunta incômoda: o que temos feito que demonstre amor prático pelo próximo? Conseguimos trazer alguma coisa à nossa mente? Acredito que a maioria de nós não plante uvas, trigo ou azeitonas. Mas temos doado parte de nossos recursos para ajudar os necessitados? Ou pensamos: “Eles que cuidem de si!”? Não é isso que Deus espera de nós. Assim como Jesus abriu mão de toda a sua glória e deu sua vida para nossa salvação, agora cabe a nós amarmos ao nosso próximo, não somente em palavras, mas agindo de forma que quem precisa experimente esse amor. Se não sabe como fazê-lo, peça, que Deus lhe dará sabedoria e mostrará uma forma de agir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário