Quem você é para Deus? Essa é a base… mas muitos evitam essa pergunta porque sabem que a vida não sustenta a resposta. Correm atrás de reconhecimento, se ajustam ao ambiente, aceitam menos do que deveriam, porque ainda dependem do olhar dos outros para se manter. E por isso vivem instáveis: um dia firmes, no outro cedendo, sempre negociando o que já entenderam que não deveria mais ser negociado. Não é falta de direção… é falta de sustentação. Sabem o que precisa ser feito, mas não permanecem. Sabem o que precisa ser cortado, mas continuam permitindo. E isso revela que ainda estão vivendo mais pelo que sentem e pelo que recebem do ambiente do que pela identidade que dizem carregar.
A Bíblia registra Benaia em 2 Samuel 23:20 descendo numa cova, num dia de neve, para enfrentar um leão. Sem plateia, sem validação, sem cenário favorável. Um ambiente desfavorável, um risco real, e nenhuma necessidade de provar nada para ninguém. E é exatamente aí que muitos não sustentariam. Porque quando não tem olhar, quando não tem retorno, quando não tem reconhecimento… a maioria cede. Mas esse registro mostra algo que vai além do ato: revela alguém que não muda de posição conforme o ambiente muda. Não reage ao cenário… sustenta quem é.
E é isso que falta hoje. Gente que não dependa de pressão externa para se manter. Gente que não precise ser vista para fazer o que é certo. Gente que não negocie postura para se encaixar, nem ajuste comportamento para ser aceita. Porque quem sabe quem é diante de Deus não vive oscilando, não se molda ao ambiente e não recua quando o cenário aperta. Se não há firmeza no secreto, não existe identidade… só adaptação.
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