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quarta-feira, 20 de maio de 2026

MILAGRES

 Os quatro maiores milagres da Bíblia não revelam apenas poder. Revelam governo. Deus abrindo o Mar Vermelho mostra que, quando não existe caminho, Ele não precisa que alguém abra uma porta, Ele transforma o impossível em passagem. O povo via água, pressão e perseguição, mas Deus via livramento.

E quando Jesus pega poucos pães e poucos peixes diante de uma multidão faminta, Ele mostra que a falta também obedece quando algo é entregue nas mãos Dele. O que era pouco demais para os homens se torna mais do que suficiente diante de Deus. Porque o céu não trabalha com a matemática do medo, trabalha com a autoridade da fé.

Depois, diante da sepultura de Lázaro, Jesus vai ainda mais fundo. Ele não apenas abre caminhos e multiplica recursos. Ele chama de volta aquilo que todos já tinham sepultado. Onde havia choro, cheiro de morte e sentença final, a voz Dele entra e ordena vida. Porque quando Jesus chama pelo nome, nem a morte tem permissão para segurar.

E quando o cego volta a enxergar, entendemos que milagre não é só sair de um lugar apertado, ter provisão ou ver algo morto reviver. Milagre também é recuperar a visão para caminhar de forma diferente. Porque não adianta Deus abrir caminho se a pessoa continua sem enxergar a direção. Não adianta Ele multiplicar se a pessoa não discerne o que recebeu. Não adianta Ele chamar para fora se a pessoa continua presa por dentro.

Esses milagres ensinam que Deus age no caminho fechado, na mesa insuficiente, na sepultura lacrada e nos olhos apagados. Ele entra exatamente onde a força humana acaba, onde a lógica não responde, onde a esperança parece atrasada e onde ninguém sabe mais o que fazer.

O mesmo Deus que abriu o mar, multiplicou o pão, chamou Lázaro para fora e devolveu visão ao cego ainda continua fazendo o impossível se curvar diante da Sua voz.


“Porque para Deus nada é impossível.”

Lucas 1:37

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