Nem todo fruto ruim nasce longe do templo. Alguns apodrecem bem perto dele. Em Jeremias 24, Deus mostra ao profeta dois cestos de figos colocados diante da casa do Senhor. Um cesto tinha figos muito bons. O outro tinha figos tão ruins que não serviam para comer. O detalhe que confronta é esse: os dois estavam no mesmo lugar, mas não tinham a mesma condição diante de Deus. Isso quebra a ilusão de muita gente que acha que só por estar perto do sagrado já está bem espiritualmente. Estar no cesto certo não significa estar aprovado. Estar perto da palavra não significa estar rendido. Estar no ambiente de Deus não significa que o coração continua sensível. O figo podre não perde valor de uma vez. Primeiro ele estraga por dentro. E é assim que muita gente vai se perdendo. Continua presente, continua ouvindo, continua falando bonito, continua cercada de aparência espiritual, mas já perdeu temor, verdade, obediência e quebrantamento. Deus não se impressiona com o lugar onde o fruto está. Deus vê o estado do fruto. Tem gente que parece madura, mas está estragada. Tem gente que está perto do altar, mas longe da vontade. Tem gente que se acostumou tanto com o ambiente espiritual que parou de ser transformada por ele. Jeremias 24 não confronta quem está longe apenas. Confronta também quem está perto, mas já não permite que Deus trate por dentro. Porque não adianta estar diante da casa do Senhor e continuar apodrecendo na alma. Deus não procura aparência de fruto. Deus procura fruto que permaneça.
Agora me responde sem religiosidade: estar perto das coisas de Deus tem te transformado por dentro ou só te acostumou com o ambiente?
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