Não, não sou o Bom Pastor. Quem deu a vida pelas ovelhas, esse sim foi, é e será para sempre o único Bom Pastor. Quando muito, sou alguém a quem Ele confiou o cuidado de uma parcela de Seu imenso rebanho.
Sou alguém disposto a gastar-me e a deixar-me gastar por amor às Suas ovelhas. Faço isso com a clara intenção de expressar o quanto O amo. É justamente por amá-lo que também posso amar aqueles com quem Ele se identifica e a quem chama de “meus pequeninos”.
Amando, cuido. E, ao cuidar, sinto-me amado por aqueles a quem me dedico. Ainda que não me sentisse tão amado, nada me impediria de amá-los.
Não sou o Bom Pastor, mas sirvo a um rebanho de ovelhas maravilhosamente amáveis, espalhadas pelo mundo, seja pelos caminhos virtuais, pelas ruas, sob as marquises ou no aprisco em que O tenho servido ao longo dos últimos trinta e nove anos.
Que prazer é ajudar o meu Bom Pastor a conduzir Suas preciosas ovelhas às águas tranquilas e refrescantes e aos pastos verdejantes onde encontram descanso e restauração. Que prazer é acolher as que dormem ao relento, alimentar as que nada têm para comer e saciar não apenas a sede física, mas também a sede existencial daqueles com quem Ele se identifica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário