Desde criança a gente escuta que quem fala demais dá bom dia a cavalo. Parece só um ditado antigo, mas quando a gente olha para a Bíblia, percebe que a boca sempre teve poder de aproximar ou afastar uma pessoa da promessa. E com o cristão não é diferente. Tem gente que ora, jejua, vai ao culto, ouve a Palavra, mas depois entrega tudo pela boca. Reclama do processo, murmura do caminho, expõe o que Deus mandou guardar, fala na pressa, responde na carne, amaldiçoa o próprio futuro e ainda coloca na conta do mal aquilo que nasceu da falta de governo sobre a língua. O povo de Israel não ficou fora de Canaã porque Deus deixou de ser fiel. Eles viram o mar se abrir, comeram pão do céu, beberam água da rocha, foram guardados no deserto, mas a boca deles vivia voltando para o Egito. A ingratidão fez a promessa parecer distante, e a murmuração transformou livramento em reclamação. Tem cristão vivendo a mesma coisa: Deus sustenta, livra, abre porta, dá direção, mas a boca continua dizendo que nada presta, nada muda, nada acontece. Só que a língua revela o coração. Quem vive murmurando mostra que ainda não aprendeu a agradecer. E quem não aprende a agradecer no deserto corre o risco de chegar perto da promessa e não entrar. Antes de pedir uma nova bênção, peça ao Senhor Jesus uma boca tratada, porque tem promessa que não foi o mal que travou, foi a própria boca.
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