Paulo pediu três vezes para Deus tirar o espinho, e Deus não tirou. Só que o silêncio de Deus não foi abandono, e a permanência do espinho não foi falta de amor. Paulo queria alívio, mas Deus queria revelar uma graça que ele ainda não conhecia naquela profundidade. Há respostas de Deus que não chegam mudando a situação, chegam mudando a maneira como você atravessa a situação. Paulo queria viver sem o espinho, mas Deus decidiu mostrar que seria possível viver com o espinho sem ser vencido por ele. A graça não foi uma frase bonita para consolar Paulo. Foi a força invisível que o sustentou quando a oração não recebeu o “sim” que ele esperava. Deus não disse: “O espinho é pequeno”. Deus disse: “A minha graça é suficiente”. Isso muda tudo. Porque o centro deixa de ser o tamanho da dor e passa a ser a suficiência de Deus. Talvez você esteja chamando de ausência aquilo que, na verdade, é sustentação. Talvez esteja esperando Deus remover algo, enquanto Ele está usando essa mesma situação para impedir que você se perca, se exalte ou se afaste dEle. Nem toda oração não atendida é rejeição. Algumas são proteção. Algumas são formação. Algumas são a maneira de Deus ensinar que há dores que não precisam desaparecer para perderem o poder sobre nós. Paulo entrou na oração pedindo para o espinho sair e saiu dela entendendo que, enquanto a graça permanecesse, ele continuaria de pé. “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” 2 Coríntios 12:9
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