Alguém disse que o inferno são os outros.
Talvez porque o outro nos contrarie, nos exponha, nos obrigue a reconhecer que o mundo não gira ao redor de nós.
Mas a fé aponta para outra direção.
Sem os outros, talvez o inferno seja você. Ou eu.
Amar quem é diferente de nós sempre será desafiador. Mas é justamente esse encontro que nos afia. É nele que aprendemos a amar de verdade. É nele que nossa paciência, nosso egoísmo, nossa generosidade e nossos limites vêm à luz.
Uma liberdade que não precisa de ninguém acaba parecendo autonomia. Mas, no fim, é apenas solidão.
O Evangelho não nos chama para viver apesar dos outros.
Chama-nos a coexistir com eles, porque é nesse caminho que Deus nos conforma ao caráter de Cristo.
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