📖A afirmação de Jonathan Edwards reflete a doutrina reformada de que Deus é o propósito supremo de toda a criação. A Escritura ensina que todas as coisas existem para a glória de Deus (Romanos 11:36; Colossenses 1:16), e que Ele age de acordo com esse propósito em toda a Sua obra, desde a criação até a redenção e consumação final (Efésios 1:11-12).
📖Na visão reformada, essa verdade está fundamentada no princípio da centralidade de Deus, que sustenta que tudo o que acontece no universo é para manifestar Seu caráter e Seus atributos. Isso significa que até mesmo eventos como a salvação dos eleitos e a condenação dos ímpios servem para demonstrar Sua graça e justiça (Provérbios 16:4; Romanos 9:22-23). Essa concepção rejeita qualquer ideia de um antropocentrismo teológico, colocando Deus e Sua glória como o verdadeiro centro de toda a realidade.
📖Edwards argumentava que nossa alegria está intrinsicamente ligada à glória de Deus. O homem foi criado para glorificar a Deus e desfrutar d’Ele para sempre, como afirma o Catecismo Maior de Westminster (Pergunta 1). Quando buscamos viver para qualquer outro propósito — seja riqueza, prazer ou reconhecimento humano — nos afastamos do propósito fundamental da existência e caímos na idolatria (Romanos 1:25). Somente em Deus encontramos significado real, pois fomos feitos para Ele (Salmo 16:11).
📖Essa doutrina tem implicações práticas: toda a vida cristã deve ser orientada para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31). Isso significa que nosso culto, trabalho, relacionamentos e decisões devem refletir a prioridade máxima de exaltar a Deus em tudo. Essa perspectiva molda uma visão de mundo onde nada é secular, pois cada esfera da vida deve ser vivida diante de Deus, para Ele e por meio d’Ele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário