Há uma incoerência que o céu não ignora: a mesma língua que canta louvores no altar, muitas vezes é a que fere, julga e destrói reputações nos corredores.
A Escritura nos lembra em Tiago 3:10:
“Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isso seja assim.”
A adoração verdadeira não começa no microfone, começa no coração. Deus não se impressiona com vozes afinadas, mas com vidas alinhadas. A língua que proclama a Palavra no púlpito deve ser a mesma que promove graça, misericórdia e edificação quando ninguém está olhando.
Infelizmente, muitos aprenderam a falar de Deus diante das pessoas, mas ainda não aprenderam a falar como Deus quando estão entre as pessoas.
O evangelho não transforma apenas nossas músicas, ele transforma nossa maneira de falar, de tratar e de honrar o próximo.
Quem entendeu a cruz sabe que reputações não são coisas para serem destruídas, mas vidas para serem restauradas.
Que nossa língua não seja apenas instrumento de ministério no altar, mas também instrumento de amor nos bastidores.
Porque no Reino de Deus, a espiritualidade não é medida pelo volume da adoração, mas pela coerência da vida.
“Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, engana o seu coração; a sua religião é vã.”
— Tiago 1:26
Que Deus purifique nossos lábios, para que aquilo que proclamamos no altar seja confirmado na vida diária.
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