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quinta-feira, 5 de março de 2026

ALEGRIA

 A reação do coração em relação aos outros revela, em boa parte, a nossa maturidade cristã. A Palavra é clara em nos ensinar: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12:15). Há portanto algo nitidamente errado em nós quando nos alegramos com a tristeza alheia e nos entristecemos quando o outro se alegra. Mas o que causaria essa inversão?

A Escritura enfatiza abundantemente o perigo das obras da carne. Ela nos alerta que “as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia… inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas… e coisas semelhantes a estas” (Gl 5:19-21). Um coração tendente ao pecado nutre comparação e rivalidade, e, pouco a pouco, transforma o bem do próximo em ameaça.
Quando alguém cresce, você se sente diminuído. Quando alguém é honrado, sente-se esquecido. E quase sempre há aqueles que irão comparar você com alguém que tem mais, conquistou mais ou aparenta ser melhor em alguma área da vida. Assim, a alegria do outro se torna a sua amargura, e a tristeza do outro passa a ser o seu alívio secreto. Lembre-se que isso não é apenas falta de sensibilidade; é falta de maturidade cristã.
Por outro lado, o fruto do Espírito luta contra a carne. Paulo diz: “Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne” (Gl 5:16-17). E o Espírito produz em nós “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23). Onde Cristo governa, o coração é libertado da competição e da comparação, e aprende a celebrar o bem que Deus faz, em sua vida e na vida do outro.
Peça ao Senhor duas coisas no dia de hoje. Primeiro, que a alegria do outro não seja a sua amargura. Alegre-se pelo que o outro conseguiu, conquistou ou recebeu, mesmo que você ainda não tenha visto o mesmo em sua história. Sempre que o Pai manifesta o seu amor, bondade e misericórdia, seja em sua ou outra vida, isso deve despertar em nós gratidão, não apenas pelo que Ele dá, mas por quem Ele é.
Peça também ao Senhor que a tristeza do outro não seja a sua alegria. Ao contrário, que você caminhe com compaixão, oração e serviço, abraçando e chorando com quem chora. Assim, o Evangelho deixará marcas visíveis em seus relacionamentos e a comunhão se tornará mais parecida com Jesus. Oremos!

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