Raquel tinha aquilo que muita gente acha que resolve a vida: amor, escolha, atenção. E mesmo assim vivia inquieta, comparando, disputando, tentando produzir no esforço aquilo que não vinha. Porque ser escolhida por alguém não sustenta o interior quando falta alinhamento. Já Lia começou do lugar que ninguém quer. Rejeitada, ignorada, vivendo à sombra de outra. E no começo ela tenta compensar isso, tenta conquistar, tenta ser vista. Só que chega um ponto em que ela para de viver para ser aceita… e começa a se posicionar de outra forma.
E é aqui que a história vira. Porque enquanto uma tinha tudo por fora e continuava vazia, a outra não tinha nada do que queria, mas começou a ser construída por dentro. E quando essa chave muda, não é mais sobre provar nada pra ninguém. É sobre entender que o valor não vem do olhar de quem te escolhe, vem do lugar onde você decide permanecer.
Tem gente hoje sendo “Raquel”: cercada de validação, mas sem descanso. E tem gente sendo “Lia”: lidando com dores que ninguém vê, mas sendo formada em profundidade. E isso confronta, porque a gente foi ensinado a correr atrás de ser escolhido… quando na verdade deveria se preocupar em ser transformado.
No fim, não é sobre quem te quis. É sobre quem você se tornou enquanto tentava ser aceita.
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