Eu estava meditando nessa palavra e ela não me trouxe conforto… ela mexeu comigo.
Porque Jesus não está contando uma história bonita sobre oração. Ele está revelando algo que desmonta muita coisa que a gente chama de espiritualidade.
Dois homens oram. E, sendo bem sincera, o primeiro parece certo. Ele fala bem, tem postura, tem disciplina, tem histórico. É o tipo de pessoa que muita gente respeita. Só que enquanto ele ora… ele não se entrega, ele se apresenta. Ele não se coloca diante de Deus, ele se posiciona diante de si mesmo.
E isso é mais comum do que a gente imagina.
A gente aprende a orar… mas nem sempre aprende a ser verdadeiro. A gente fala com Deus… mas continua se protegendo dEle. A gente constrói uma linguagem espiritual… mas evita tocar no que realmente precisa ser tratado.
E aí vem o publicano.
Sem força. Sem argumento. Sem imagem para sustentar.
Ele não tenta parecer melhor. Ele não tenta explicar. Ele não tenta equilibrar a própria história. Ele só reconhece.
“Deus, tem misericórdia de mim, pecador.”
E é aqui que tudo muda.
Porque Jesus olha para isso… e diz: foi esse que foi recebido.
Não o mais preparado. Não o mais correto. O mais verdadeiro.
E isso mexe com a estrutura, porque revela que Deus não se move pelo que a gente constrói… Ele se move pelo que a gente entrega.
Tem oração que está bonita… mas não está chegando.
Tem oração que está certa… mas não está sendo real.
E eu não estou falando isso de fora, não. Eu estou me incluindo. Porque é muito mais fácil manter uma aparência espiritual… do que se expor de verdade diante de Deus.
Só que enquanto a gente tenta parecer… a gente não se rende.
E enquanto a gente não se rende… a gente não acessa o que Deus quer fazer.
A parábola não é sobre quem está errado… é sobre qual caminho você escolhe quando entra na presença de Deus.
E hoje a pergunta não é para te acusar… é para te posicionar:
quando você ora… você está se apresentando…
ou está disposto a ser visto de verdade?
Lucas 18:13–14
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