João Batista e Elias tinham algo em comum que falta em muita gente hoje: eles não foram levantados por Deus para massagear o ego de ninguém.
Eles não apareceram para serem populares. Não negociaram a verdade para serem aceitos. Não adoçaram a mensagem para manter gente confortável no erro. Elias olhou para uma geração dividida e perguntou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” João Batista olhou para uma geração religiosa e disse: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”
Isso não era grosseria. Era amor com verdade.
Porque existe uma diferença enorme entre ferir pessoas e ferir mentiras. Elias não queria destruir Israel, queria trazer o povo de volta ao altar. João Batista não queria humilhar ninguém, queria preparar o caminho para Jesus. Mas quando uma geração se acostuma com o engano, qualquer verdade parece ataque.
O problema é que hoje muitos querem profetas que elogiem suas escolhas, confirmem seus desejos, aliviem suas culpas e chamem desobediência de processo. Querem alguém que fale de Deus, mas sem mexer no pecado. Que fale de promessa, mas sem pedir arrependimento. Que fale de vitória, mas sem tocar na vida escondida.
Só que João Batista e Elias nos ensinam que uma voz levantada por Deus nem sempre vem para agradar. Às vezes vem para interromper. Para acordar. Para rasgar a fantasia. Para chamar de volta quem se perdeu no caminho, mesmo ainda frequentando lugares sagrados.
Elias enfrentou Acabe. João enfrentou Herodes. Os dois provaram que quem carrega uma mensagem verdadeira não pode ser refém da aprovação de ninguém.
Porque quando Deus levanta uma voz no deserto, não é para entreter multidão. É para preparar arrependimento.
A pergunta é: você quer uma palavra que confirme o que você quer ouvir, ou uma palavra que te leve de volta para Deus?
“Até quando coxeareis entre dois pensamentos?” 1 Reis 18:21
“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” Mateus 3:2
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