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domingo, 14 de junho de 2026

CONDENA

 Tem gente que te condena sem conhecer a sua história e te exalta sem conhecer o teu Deus. Paulo tinha acabado de sobreviver a um naufrágio. O navio quebrou, a tempestade foi forte, tudo parecia perdido, mas a palavra que Deus tinha liberado continuou de pé: ninguém morreria. Quando chegaram à ilha de Malta, os moradores receberam todos ao redor do fogo, e enquanto Paulo ajudava a ajuntar gravetos, uma cobra saiu por causa do calor e se prendeu à mão dele. Bastou uma cobra na mão para o povo criar uma sentença. Eles olharam e disseram: certamente este homem é assassino. Olha como a boca das pessoas é rápida para julgar o que não entende. Paulo tinha sobrevivido ao mar, mas agora precisava sobreviver à interpretação errada de quem só viu uma parte da cena. Tem gente assim. Não sabe o que você enfrentou, não sabe o que Deus falou, não sabe o que você carregou no meio da tempestade, mas vê uma cobra na sua mão e já acha que pode definir quem você é. Só que Paulo não parou para se explicar. Não fez discurso. Não ficou tentando convencer ninguém. Ele simplesmente sacudiu a cobra no fogo e continuou. E quando viram que ele não morreu, mudaram de opinião e passaram a dizer que ele era um deus. A mesma boca que acusou, exaltou. A mesma multidão que chamou de assassino, colocou no pedestal. Por isso você precisa aprender: não morra quando te acusarem e não se perca quando te aplaudirem. Paulo não era assassino quando disseram, e também não era deus quando mudaram de opinião. Ele era servo. Quem sabe quem é em Deus não vira refém da boca de quem muda conforme a cena. A cobra não matou Paulo. A acusação não parou Paulo. A exaltação também não desviou Paulo. Porque quem carrega propósito não pode viver respondendo toda interpretação errada. Sacode no fogo e continua.

Você já foi julgado por alguém que só viu a cobra, mas não viu o naufrágio que Deus te fez vencer?

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