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domingo, 21 de junho de 2026

NINHO

“Quando nossos filhos saem de casa e vão morar longe, se mudam de país ou vão cursar a faculdade em outra cidade, o que acontece é a perda de uma dinâmica familiar que às vezes nem era tão boa – às vezes ela se sustentava por causa da presença de um filho. Quando esse filho sai de casa, o casal tem que regredir à vida de casal e de repente descobre que fazem dezoito anos que ele vive como pais, tendo que reaprender a viver como casal, só que às vezes ele não quer mais.

A síndrome do ninho vazio às vezes é um sintoma ruim para um casal que vai ter que, agora, conviver entre si. Com um filho a menos, os pais terão que cuidar de um filho no qual eles não prestavam muita atenção e/ou cuidar de si como um casal, o qual estava descuidado até o momento porque a dinâmica na qual viviam era apenas a de pai e mãe.

A consciência da questão do filho longe e o medo da perda desse filho também chegam.

Como a nossa qualidade afetiva às vezes não é muito boa, uma criança ou um adolescente problemático em nosso meio justifica nossas falências. Quando esse adolescente sai de casa, nós ficamos sem justificativa. Chamamos isso de “bode expiatório”.

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