Se a sua igreja faz você se sentir moralmente superior aos demais…
Se ela ensina a desprezar pessoas de outras crenças…
Se alimenta preconceitos sexuais, raciais, culturais ou sociais…
Se incentiva a acumulação em vez da partilha, a vingança em vez do perdão, a busca por fórmulas milagrosas em vez do serviço humilde, a excitação emocional em vez da consciência desperta…
Se fala mais do diabo do que de Deus…
Se você sente constrangimento cada vez que leva um visitante…
Se estimula a competição entre irmãos em vez da cooperação…
Se fundamenta sua mensagem no medo, na culpa e na conveniência…
Se busca conquistar poder em vez de manifestar amor…
Se o único amor que encoraja é justamente aquele que as Escrituras apontam como raiz de todos os males…
Sinto lhe dizer: ela pode receber muitos nomes, mas dificilmente merece ser chamada de igreja.
Na melhor das hipóteses, trata-se de um placebo eclesiástico: algo que produz a sensação de cura sem transformar efetivamente a vida de ninguém.
Na pior, é um recipiente radioativo que contamina tudo ao seu redor, adoecendo emocionalmente seus próprios membros e intoxicando a sociedade que deveria servir.
Uma igreja que não cura as feridas humanas acaba se tornando mais uma delas.
Se a religião deixa de ser remédio para se tornar veneno, o Evangelho é a primeira vítima.
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