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sábado, 20 de junho de 2026

RADIOATIVA



Se a sua igreja faz você se sentir moralmente superior aos demais…


Se ela ensina a desprezar pessoas de outras crenças…


Se alimenta preconceitos sexuais, raciais, culturais ou sociais…


Se incentiva a acumulação em vez da partilha, a vingança em vez do perdão, a busca por fórmulas milagrosas em vez do serviço humilde, a excitação emocional em vez da consciência desperta…


Se fala mais do diabo do que de Deus…


Se você sente constrangimento cada vez que leva um visitante…


Se estimula a competição entre irmãos em vez da cooperação…


Se fundamenta sua mensagem no medo, na culpa e na conveniência…


Se busca conquistar poder em vez de manifestar amor…


Se o único amor que encoraja é justamente aquele que as Escrituras apontam como raiz de todos os males…


Sinto lhe dizer: ela pode receber muitos nomes, mas dificilmente merece ser chamada de igreja.


Na melhor das hipóteses, trata-se de um placebo eclesiástico: algo que produz a sensação de cura sem transformar efetivamente a vida de ninguém.


Na pior, é um recipiente radioativo que contamina tudo ao seu redor, adoecendo emocionalmente seus próprios membros e intoxicando a sociedade que deveria servir.


Uma igreja que não cura as feridas humanas acaba se tornando mais uma delas.


Se a religião deixa de ser remédio para se tornar veneno, o Evangelho é a primeira vítima.



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