A nossa alma é ensinável. E devemos, pela Palavra, ensiná-la a crer, esperar, descansar e adorar ao Senhor. Frequentemente não conseguimos mudar as circunstâncias ao nosso redor, mas, em Deus, podemos aprender a mudar a forma como nossa alma reage diante delas.
A maneira como cremos e pensamos influencia a maneira como sentimos, falamos e caminhamos. Quando alimentamos a mente com medo, murmuração, ressentimento e incredulidade, a alma passa a repetir esse vocabulário. Mas quando alimentamos o coração com as verdades de Deus, a alma aprende uma nova linguagem: a linguagem da fé.
Por isso, a Escritura nos exorta: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8). Pensamentos santos, enraizados nas Escrituras, produzem palavras santas. Uma mente governada pela Palavra tende a formar uma boca mais cheia de oração, gratidão e confiança.
Também somos chamados a cuidar do que falamos: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:29). Isso inclui aquilo que falamos aos outros, mas também aquilo que repetimos para nós mesmos. Há pessoas que ferem a própria alma todos os dias com palavras de derrota, culpa, medo e desespero.
Nos próximos quatro dias, aprenderemos com Ana a mudar o vocabulário da alma. Em 1 Samuel 1, encontramos uma mulher marcada pela amargura, pelo choro, pela provocação e pela aflição. Em 1 Samuel 2, encontramos a mesma mulher cantando ao Senhor com regozijo, alegria, confiança e força.
Há quatro mudanças no vocabulário de Ana que observaremos com atenção: da amargura ao regozijo, do choro à alegria, da provocação à confiança e da aflição à força. Não são apenas palavras bonitas. São marcas de uma alma que foi ensinada por Deus a interpretar a dor à luz da fé.
À luz do cântico de Ana, vamos aprender a levar nossas dores ao Senhor, corrigir nossos pensamentos pela Palavra e ensinar nossa alma a falar de acordo com aquilo que Deus nos revela e ensina. A dor pode até marcar uma estação da vida, mas não precisa ser o idioma permanente da alma. Em Cristo, a alma ferida pode aprender a cantar.
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