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quarta-feira, 17 de junho de 2026

JOVEM

 Jeremias 2:23

A dromedária jovem era conhecida por sua velocidade, resistência e capacidade de percorrer longas distâncias no deserto. Mas Jeremias não destaca sua força. Ele destaca sua inconstância.


A imagem apresentada pelo profeta é a de um animal correndo sem direção definida, cruzando caminhos, mudando rotas e deixando um rastro confuso sobre a areia. Uma dromedária que não segue um trajeto. Uma dromedária que torce os seus caminhos.


É assim que Deus enxergava Judá.

Um povo que nunca permanecia firme.

Confiava em Deus quando precisava de socorro, mas corria para os ídolos quando queria satisfazer seus desejos.

Buscava o Senhor em tempos de crise, mas buscava o mundo nos tempos de prosperidade.


Tinha fé suficiente para pedir milagres, mas não tinha fidelidade suficiente para permanecer no caminho.

E talvez essa seja a descrição de muita gente hoje.


Pessoas que estão sempre correndo, mas raramente avançando.

Sempre ocupadas, mas nunca alinhadas.


Sempre mudando de direção, porque confundiram movimento com propósito.

A tragédia não era apenas a idolatria de Judá.

A tragédia era sua cegueira.

Deus mostra seus desvios e ela responde. “Não estou contaminada.”

Esse é o paradoxo do coração humano.


Quanto mais perdido está, mais acredita que sabe para onde está indo.

Quanto mais distante está de Deus, mais se convence de que está tudo bem.

A maior prisão não é o pecado.

É a capacidade de justificá-lo.

Porque ninguém permanece no erro por acidente. Permanece porque encontrou argumentos para defendê-lo.


Por isso Deus manda Judá olhar para o próprio caminho.

Não para o caminho dos outros.

Não para os erros dos outros.

Não para os pecados dos outros.

Olha para as suas pegadas.

Olha para o rastro que sua vida está deixando.

Quem anda com Deus produz clareza.


Quem anda longe Dele produz confusão.

O problema não é cair algumas vezes no deserto.

O problema é transformar o deserto em endereço e a confusão em estilo de vida.

A restauração começa quando paramos de negar o que somos e começamos a admitir onde estamos.

Mas quem insiste em dizer que não está contaminado continuará correndo em círculos, levantando poeira e chamando isso de progresso.


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