Enquanto a família de Jessé olhava para os filhos mais velhos, Deus escolheu o mais novo, que estava no campo cuidando das ovelhas. Davi foi ignorado pelos homens, mas lembrado por Deus.
A escolha de Davi não foi baseada na opinião das pessoas, mas no propósito de Deus. Aquilo que os homens não enxergavam, Deus já havia preparado.
Depois de ser ungido, Davi voltou ao campo, enfrentou Golias, serviu a Saul e suportou anos de perseguição antes de reinar, porque a promessa não anulou o processo; o processo preparou Davi para sustentar a promessa.
Esse princípio aparece em toda a Bíblia. José sonhou antes da prisão; Abraão recebeu a promessa antes da espera; Moisés foi chamado antes dos quarenta anos no deserto. Deus forma o caráter antes de confiar grandes responsabilidades.
Quando o texto afirma que "o Espírito do Senhor se apoderou de Davi", mostra que Deus não apenas chama, mas também capacita. Ele concede força, sabedoria e recursos ao longo da caminhada, pois as ferramentas para cumprir o propósito são dadas durante o processo.
Quem recebe uma promessa deve entender que a unção é o início de uma jornada. Deus escolhe, prepara, capacita e, no tempo certo, cumpre aquilo que prometeu.
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