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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

VAZIO

 Existe no ser humano um vazio que nenhuma conquista consegue preencher, nenhuma pessoa consegue ocupar e nenhum prazer consegue silenciar. Tentamos preenchê-lo com relacionamentos, dinheiro, reconhecimento, sucesso, trabalho e até religião. Mas o coração continua inquieto.


Agostinho de Hipona expressou essa realidade de maneira profunda: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.” (Confissões, I.1).


O problema do homem não é apenas aquilo que lhe falta nas mãos, mas Aquele que lhe falta no coração.


Fomos criados à imagem de Deus (Gn 1:27). Por isso, nenhuma realidade criada pode ocupar definitivamente o lugar do Criador. Quando tentamos fazer de alguma coisa o nosso deus, transformamos um presente em um senhor.


É por isso que a carência pode ser tão perigosa: ela nos faz chamar de “paraíso” aquilo que Deus nos libertou. Faz-nos romantizar lugares, pessoas e situações que um dia nos aprisionaram.


Israel fez isso no deserto. Diante das dificuldades, começou a olhar para o Egito com nostalgia, esquecendo que o mesmo Egito que tinha suas panelas também tinha seus grilhões.


Quantas vezes fazemos o mesmo?


Voltamos para aquilo que Deus nos mandou deixar. Reabrimos portas que Ele fechou e alimentamos memórias que deveriam ser entregues.


“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.”

— Salmos 42:2


Talvez você não esteja precisando de uma nova pessoa, uma nova conquista ou uma nova oportunidade. Talvez esteja precisando voltar para Deus.


Existe um vazio no homem que nenhuma criatura consegue preencher, porque fomos criados para Deus.


Não tente preencher com criaturas aquilo que foi criado para o Criador.

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