Anás e Caifás eram sogro e genro. Um já tinha sido sumo sacerdote, o outro ocupava o cargo naquele tempo, mas os dois carregavam a mesma mentalidade: proteger o sistema, manter o controle e calar aquilo que confrontava o poder deles. Eles conheciam a lei, pisavam no templo, falavam de Deus, mas quando Jesus ficou diante deles, não discerniram o Cristo. E é aqui que a história começa a se repetir. Quando uma geração ensina a outra a defender placa mais do que almas, cargo mais do que pessoas, aparência mais do que verdade e exclusivismo mais do que misericórdia, o espírito de Anás e Caifás continua ferindo gente preciosa. Eles achavam que estavam defendendo Deus, mas estavam rejeitando o Filho de Deus. Cuidado com uma religiosidade que tem herança, nome e posição, mas não tem amor. Porque quando a religião perde o coração de Cristo, ela não crucifica Jesus de novo, mas continua ferindo aqueles por quem Ele morreu.
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