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terça-feira, 22 de setembro de 2026

IRA

 Os versos anteriores a Colossenses 3:12, em que somos encorajados a vestir a roupa da misericórdia, bondade, humildade, mansidão e longanimidade, nos falam sobre aquilo que devemos abandonar. Paulo usa imagens fortes (fazer morrer e despojar-se) para aquilo que devemos lançar fora de nossas vidas. 

Se, para a nova vida, devemos vestir uma nova roupagem, para a velha vida devemos retirar roupas carnais e enterrar aquilo que não pertence mais a nós em Cristo Jesus.


Ele escreve: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (Cl 3:5). E depois afirma: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar.” (Cl 3:8). Observaremos esta segunda lista. 

Devemos lançar fora aquilo que não tem mais espaço em nossa nova vida em Cristo Jesus. Entre essas coisas, Paulo menciona primeiramente a ira. A palavra grega é orgē, e aponta para a ira, a indignação interior, a disposição do coração que se levanta contra alguém ou alguma situação. Sabemos que é possível irar-se sem pecar, mas também sabemos que a ira, quando não é tratada diante de Deus, facilmente se torna caminho para palavras duras, atitudes injustas, amargura e vingança. 


Para alguns, ira é sinônimo de gritaria, descontrole físico e verbal. Muitas vezes acontece assim. Mas há também a ira silenciosa. É aquela que se fecha, endurece, evita, despreza, pune com silêncio e alimenta ressentimentos escondidos. Seja ela percebida ou não pelos que estão ao redor, a ira precisa ser morta e enterrada. Por isto a ordem é “fazei morrer” e “despojai-vos”. 

É certo que a ira se manifesta especialmente em ambientes de pressão e com pessoas que nos provocam, criticam ou ferem. Mas também pode crescer diante daqueles que nos amam e ajudam, ou ainda perante o sofrimento, quando nos revoltamos contra a vida, os fatos e até contra Deus. Pode surgir diante da necessidade, quando a escassez nos torna ásperos. E pode nascer ainda da frustração, quando nossos planos não se cumprem. O fato é que ela pode encontrar muitas portas de entrada. 

Portanto, jogue fora a ira. Leve-a à cruz de Cristo. Não permita que ela governe suas palavras, decisões e relacionamentos. Peça ao Senhor um coração manso, firme e tratado pela graça. A ira pertence à velha vida. Em Cristo, fomos chamados a vestir outra roupa.

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