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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

LONGANIMIDADE

Chegamos à última camada de roupa proposta em nosso precioso verso. Paulo escreve: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” (Cl 3:12). Trata-se da longanimidade.

Costumo dizer que a longanimidade começa quando a paciência acaba. Você já perdeu a paciência com alguém? Talvez seja exatamente aí que precise começar a longanimidade. A paciência humana, muitas vezes, suporta até certo ponto. Depois, cansa, se irrita, endurece, reage ou desiste. A longanimidade, porém, é aquela paciência esticada pela graça de Deus, um fôlego mais profundo concedido pelo Espírito Santo.

Lembre-se de que a longanimidade faz parte do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5:22-23). Portanto, não se trata apenas de uma qualidade de temperamento, nem de uma habilidade natural de pessoas mais calmas. É obra de Deus em nós.

Ser longânimo não significa fechar os olhos para o erro, fingir que nada aconteceu ou deixar de tratar aquilo que precisa ser corrigido. O longânimo sabe exatamente que há problemas, limites, dores e pecados a serem enfrentados. Mas não permite que a irritação governe suas palavras, nem que o cansaço determine suas decisões.

Assim, podemos pedir ao Senhor que nos ajude a ser longânimos, sobretudo perante aquilo que atinge diretamente a nossa paciência. Somos diferentes e temos diferentes fraquezas. Para alguns, o ataque à paciência acontece no trânsito, quando tudo parece lento e desorganizado. Para outros, nos relacionamentos em casa, quando certas atitudes se repetem. Ainda para outros, perante oposições, críticas ou injustiças. Há também aqueles que perdem a paciência no sofrimento, diante de uma enfermidade que se arrasta, uma resposta que não chega ou uma situação que não muda.

Os cenários são pessoais, e você conhece os seus. A Palavra, porém, nos encoraja a vestir a roupa da longanimidade. Longanimidade para esperar. Longanimidade para perdoar. Longanimidade para continuar servindo. Longanimidade para não responder no calor da ira. Longanimidade para permanecer fiel enquanto Deus trabalha em nós e nos outros.

Vista hoje esta roupa. Peça ao Espírito Santo um coração mais paciente, firme e perseverante. Onde sua paciência acaba, a graça de Deus ainda pode sustentá-lo.

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