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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

ARÃO

 Arão e Hur viram as mãos de Moisés pesarem. Estavam perto o suficiente para perceber que ele já não conseguia mantê-las erguidas sozinho. Então pegaram uma pedra para que se sentasse e ficaram um de cada lado, sustentando suas mãos. Que cena profunda: dois homens cuidando daquele que tantas vezes havia cuidado de um povo inteiro. Arão e Hur não exigiram que Moisés escondesse o cansaço. Deram a ele um lugar para descansar e apoio para continuar. A Bíblia não registra um discurso dos dois naquele monte. Registra suas mãos. Enquanto Josué lutava lá embaixo, eles permaneciam ali, unidos no mesmo propósito. E ficaram até o pôr do sol. O gesto não durou apenas o tempo de uma demonstração de afeto. Durou o tempo da necessidade de Moisés. Arão e Hur nos deixam uma imagem que aperta o coração: um homem pode ser chamado por Deus e, ainda assim, precisar que alguém o ajude a sustentar os braços. Naquele dia, eles aceitaram essa responsabilidade. A vitória chegou com Josué na batalha, Moisés no monte e os dois ao lado dele. Quando o sol se pôs, Arão e Hur ainda estavam no lugar onde o cansaço de Moisés havia precisado deles. “Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado, e o outro do outro.” Êxodo 17:12. 



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