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terça-feira, 13 de outubro de 2026

NOME

 Os cinco “Ps” que podem nos fazer reféns: prazer, poder, posse, prestígio e pressa.


Em nome deles, mata-se e morre-se. Sacrificam-se afetos, corrompem-se consciências, destroem-se vidas e perde-se a própria humanidade.


O Evangelho, porém, nos propõe um único “P” capaz de substituir os cinco: PROPÓSITO.


No lugar da busca desenfreada pelo prazer a qualquer preço, descobrimos a alegria que nasce de uma vida com sentido, na qual até o dever pode se tornar fonte de realização.


No lugar da ambição pelo poder, descobrimos a grandeza de poder servir sem segundas intenções, sem precisar de aplausos ou recompensas.


No lugar da obsessão pela posse, aprendemos o desprendimento e a generosidade, compreendendo que a vida não se mede pelo que acumulamos, mas pelo que compartilhamos.


No lugar da busca pelo prestígio a qualquer custo, escolhemos a humildade, a integridade e o caráter. Afinal, vale mais ser do que parecer, mais fazer o bem do que receber elogios por ele.


E, no lugar da pressa ansiosa de conquistar tudo isso, aprendemos a desacelerar, a respeitar o tempo e a colocar o bem comum acima dos interesses individuais.


O propósito muda tudo. Deixamos de viver para satisfazer o ego e passamos a viver para que a vida também floresça ao nosso redor.


No fim das contas, não é o prazer que dá sentido à vida, nem o poder que lhe confere grandeza, nem a posse que lhe garante segurança, nem o prestígio que lhe atribui valor, muito menos a pressa que nos faz chegar mais longe.


É o amor que dá sentido à existência. E é quando vivemos por um propósito que transcende a nós mesmos que descobrimos que a vida vale a pena ser vivida.



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