TODOS OLHAVAM PARA O MORTO. JESUS OLHOU PARA A MÃE.
Ela já havia sepultado o marido. Agora caminhava para sepultar seu único filho. Havia uma multidão com ela, mas ninguém naquela multidão poderia preencher o vazio que voltaria para casa ao seu lado. Porque o enterro termina, as pessoas vão embora, mas quem perdeu ainda precisa abrir a porta, olhar para o lugar vazio e aprender a atravessar a noite. Foi essa mulher que o Senhor Jesus enxergou. Antes de tocar no esquife, Ele se compadeceu dela. Aquela mãe não fez um discurso, não apresentou uma oferta, não teve uma oração registrada. Sua dor foi vista antes que ela conseguisse pedir ajuda. Você percebe o que isso revela? Há dias em que a gente só consegue chorar, e isso não nos torna invisíveis para Deus. Talvez você esteja cercado de pessoas que conhecem sua rotina, mas não imaginam o esforço que você faz para continuar. Não conseguem ouvir o choro que você engole antes de dizer que está tudo bem. Mas o Senhor Jesus conhece você além dessa resposta. Em Naim, Ele devolveu o filho à mãe. E, ao ler essa história, eu penso em quantas pessoas precisam que a gente pare de olhar apenas para o que aconteceu e comece a enxergar quem ficou. Antes de cobrar força de alguém, descubra o que essa pessoa está carregando. Tem gente que chegou ao culto, ao trabalho, à sua mesa, depois de passar a noite tentando encontrar forças para levantar. Não acrescente peso a quem precisa de amparo. “Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores.” Lucas 7:13.
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