Este trecho de “A Palavra que Resta”, de Stênio Gardel, captura comoventemente a experiência do analfabetismo e as profundas implicações que ele tem na vida de uma pessoa. Gardel retrata a falta de acesso à leitura e à escrita como uma forma de isolamento e privação de voz, impedindo que o indivíduo se expresse totalmente e se conecte com o mundo ao seu redor.
A metáfora do “viver no escuro” sugere que a capacidade de ler e escrever é essencial para iluminar nossa compreensão do mundo e para nos dar as ferramentas para navegá-lo com confiança. Ao ser incapaz de ler, Raimundo se vê cercado por informações e vozes que ele não consegue acessar, deixando-o à margem da sociedade.
A passagem também destaca a importância da linguagem para a nossa identidade e senso de self. Ao ser incapaz de expressar seus pensamentos e sentimentos em palavras escritas, Raimundo se sente silenciado e incapaz de compartilhar sua própria perspectiva com o mundo. Isso destaca o poder da linguagem como uma ferramenta para a autoexpressão e a conexão com os outros.
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