Creio que o batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da conversão (Lc 24.49), no sentido de uma manifestação mais intensa e capacitadora do Espírito na vida do cristão (At 1.
Não creio nessa experiência como o momento em que o Espírito passa a habitar no cristão, pois Ele quem opera (Jo 16.7-8) e habita no crente na conversão (Jo 20.22). Antes, entendo o batismo no Espírito como uma intensificação da atuação daquele que já habita no cristão desde a regeneração (At 1.4-5).
Em relação aos dons espirituais, creio na atualidade de todos (At 2.39). Entendo que eles continuam sendo concedidos plenamente à Igreja para a edificação do corpo de Cristo e capacitação para a missão (At 1.
, sendo a promessa do Espírito contínua desde o seu derramamento em Pentecostes (At 2.39; Jl 2.28).
Dentre eles, creio que o falar em línguas permanece disponível à Igreja (1Co 12.1-11), compreendendo seu caráter devocional, visando edificação pessoal e coletiva, por meio da interpretação (1Co 14.4-5).
Não vejo o dom de línguas como evidência normativa do batismo no Espírito Santo, ainda que essa tenha sido a minha experiência pessoal. Nisso, distancio-me da formulação clássica pentecostal da “evidência inicial”.
Creio que o Espírito Santo distribui os dons como quer, de modo que seu agir não se limita a uma única manifestação, mas sim por meio de qualquer um dos dons na vida do crente (1Co 12.11).
Creio na necessidade do uso equilibrado e consciente dos dons no contexto comunitário, visando, em última instância, a edificação do corpo (1Co 14). Sobretudo, creio que o amor a Deus e a igreja é a força motriz genuína para seu uso (1Co 13.1-3)
Rejeito a “carismania”, ou seja, a prática desordenada dos dons, pois negligencia o princípio bíblico de ordem e decência (1Co 14.40), e banaliza a ação e a pessoa divina do Espírito Santo (1Co 14.20,33).
Por fim, afirmo que a plenitude do Espírito não se evidencia primariamente por manifestações carismáticas (Mt 7.21-23), mas pelo fruto do Espírito (Gl 5.16-26). Assim, toda experiência espiritual genuína deve ser acompanhada de transformação ética e espiritual visível (2Co 3.18).
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