Algumas das misericórdias mais profundas de Deus não chegam até nós na forma de respostas que desejamos, mas na forma de portas que Ele decide fechar.
Muitas vezes chamamos de silêncio aquilo que, na verdade, é cuidado. Chamamos de atraso aquilo que, diante da eternidade, é livramento.
Há caminhos que pedimos com lágrimas, mas que Deus, em Sua soberania, recusa com amor. E só depois entendemos: se Ele tivesse dito “sim”, talvez teríamos perdido a paz, a fé ou até a própria alma.
A Escritura nos lembra que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Isso inclui também as orações que não foram atendidas da maneira que esperávamos. Porque o Senhor não apenas responde orações — Ele governa destinos.
Quantas vezes o que chamamos de frustração era, na verdade, proteção?
Quantas vezes o “não” de Deus nos guardou de dores que nunca chegaremos a conhecer?
Deus vê o fim desde o começo. Ele sabe o que nossos olhos não enxergam e o que nosso coração ainda não consegue compreender.
Um dia, olhando para trás, perceberemos que algumas das maiores misericórdias de Deus na nossa vida foram exatamente aquelas portas que Ele não abriu.
Às vezes, o amor de Deus se manifesta não no que Ele concede, mas no que Ele decide negar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário