Quantas versões de mim ficaram pelo caminho até eu me tornar quem sou hoje?
Quantas vezes eu me calei quando queria falar, recuei quando queria ir, me adaptei quando queria ser?
Quantas escolhas fiz mais por medo do que por verdade e quantas possibilidades minhas ficaram guardadas em lugares onde eu nunca mais voltei?
Talvez eu não seja apenas o resultado do que vivi, mas também do que não me permiti viver…
Das palavras que engoli, dos caminhos que evitei, das partes minhas que achei que não cabiam no mundo ou que o mundo não suportaria.
Mas há algo silencioso e potente nisso tudo, nenhuma versão de mim se perde completamente!
Elas se transformam, se reorganizam e esperam.
E às vezes, voltam … não como arrependimento,
mas como saudade do que ainda pode ser.
Porque talvez a pergunta não seja só sobre o que eu perdi… mas sobre o que, mesmo depois de tudo, ainda posso me permitir ser!
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