Tem gente que só permanece enquanto vê resultado, enquanto está fluindo, enquanto sente, enquanto percebe que algo está acontecendo. Mas basta o silêncio chegar, basta o cenário não responder, basta não ver mais movimento que começa a recuar, a questionar, a esfriar e muitas vezes a sair. E isso revela uma verdade que muitos evitam encarar: não era permanência, era dependência de resposta. Rispa não tinha mais nada para esperar, não havia promessa sendo liberada naquele momento, não havia resposta imediata, humanamente tudo já tinha terminado, mesmo assim ela ficou. A Bíblia diz em 2 Samuel 21:10 que ela estendeu um pano sobre a rocha e não permitiu que as aves do céu nem os animais do campo tocassem nos corpos. Ela não ficou porque estava vendo milagre, ela ficou porque tinha posicionamento. Ficou quando não fazia sentido, ficou quando ninguém estava vendo, ficou quando não havia retorno nenhum. E é exatamente aqui que muitos se perdem, porque querem viver o que Deus promete, mas só permanecem enquanto veem sinal, querem avanço mas não suportam processos silenciosos, querem resposta mas não sustentam um posicionamento quando não há retorno imediato. Só que quem vive assim não aprofunda, porque é no silêncio que Deus trata, é na constância que Ele estrutura, é quando ninguém está vendo que Ele forma, e quem não aceita ser formado nesse lugar não sustenta aquilo que tanto pede. Rispa não mudou o cenário com palavras, não fez barulho, não tentou aparecer, ela permaneceu, e foi esse posicionamento que moveu tudo depois. A questão não é se você permanece quando tudo está dando certo, a questão é: você continua quando não está vendo nada?
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