Multiplica-se o número de pessoas maltratadas em espaços religiosos.
Pessoas se sentem usadas e abusadas.
Não importa se o abuso foi moral, financeiro ou espiritual, os efeitos são devastadores.
Primeiro, vem um misto de vergonha e culpa. Vergonha por terem se deixado levar por discursos enganosos. Perguntam-se: “Como fui tão ingênuo?”
Guardam, também, uma tremenda culpa por não terem atentado aos sinais internos que mostravam a arapuca em que se metiam.
Ainda há os que adoeceram e se revoltaram contra a espiritualidade.
Esses odeiam tudo o que lembra religiosidade.
A lembrança do que viveram lhes azedaana alma. Alguns se tornam ácidos, inclusive, com Deus.
A simples menção da instituição religiosa organizada lhes causa engulhos.
Pessoas sequeladas sofrem em demasia; eis do porquê Jesus, de forma contundente, expor os falsos pastores: “eles são assalariados que, ao verem a aproximação do lobo, abandonam as ovelhas”.
Há igualmente o trecho de Mateus 23.15 que expõe o esforço dos fariseus em granjear novos adeptos e produzir traumas:
“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês”.
O inferno aí é duplo porque o mesmo sacerdote que promete liberdade, cria um sistema que oprime.
Os que acenam oferecer tvida com leveza, tornam-se, por sua vez, um fardo; falam de vida e entregam algemas.
A única alternativa para quem se vê nessas igrejas, especializadas em arrancar o último centavo dos membros, é abandonar.
A derradeira chance de sobreviver a um sistema legalista, ameaçador, que gera fobia e paranoia, consiste em invocar uma espécie de lei Maria da Penha espiritual.
Pule fora de igrejas tóxicas antes que elas lhe adoeçam completamente;.
O Apocalipse aconselha: “Saiam dela, vocês, povo meu…”.
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