A fé verdadeira não nasce quando Deus responde…
ela se revela quando Ele permanece em silêncio.
Porque se a sua devoção depende do que você recebe,
então não é adoração, é negociação.
A cruz destrói essa lógica.
Ali, Deus não te deu o que você pediu, Ele te deu o que você jamais poderia conquistar. Perdão, reconciliação, vida eterna, não como recompensa, mas como graça.
E ainda assim, insistimos em medir o amor de Deus
pelas respostas das nossas orações,
como se o Calvário não fosse suficiente.
O problema não é Deus não estar fazendo…
é o nosso coração que se acostumou a esquecer.
Quem entendeu a cruz não vive exigindo provas, vive rendido por aquilo que já foi consumado.
Gratidão, então, deixa de ser reação ao milagre
e se torna posição diante da redenção.
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
— Romanos 5:8
Se Deus nunca mais te desse nada…
a cruz ainda seria tudo.
E talvez a fé mais pura não seja a que recebe, mas a que permanece fiel mesmo quando não recebe nada além dEle.
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