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terça-feira, 5 de maio de 2026

PERGUNTA

 Você já se perguntou por que algumas pessoas se casam e, depois de algum tempo, tornam-se infelizes? Já ouviu a frase “Casar significa fazer todo o possível para se tornar objeto de repulsa para o outro”? Essa frase é atribuída ao filósofo alemão Arthur Schopenhauer, conhecido por sua visão pessimista sobre a vida, o amor e o casamento. Neste artigo, vamos explorar o pensamento de Schopenhauer sobre esse tema e refletir se ele tinha ou não alguma razão.


Schopenhauer acreditava que a vida era marcada pelo sofrimento e que o ser humano era movido por uma vontade irracional e cega. Essa vontade seria a força que nos impulsiona a buscar prazer e evitar a dor, embora nunca nos satisfaça plenamente. Para ele, o amor era uma manifestação dessa vontade, pois nos levaria a desejar alguém com o objetivo inconsciente de procriar e perpetuar a espécie. Assim, o amor seria uma ilusão que nos engana sobre a verdadeira natureza do outro e também sobre nós mesmos.


Segundo Schopenhauer, o amor é um mal necessário, pois, sem ele, não haveria continuidade da vida. No entanto, também é uma fonte de sofrimento, já que nos faz depender de alguém que pode nos decepcionar, trair ou abandonar. Além disso, o amor nos faz perder parte da liberdade e da individualidade, pois exige concessões e sacrifícios em nome do outro. O casamento, nesse sentido, seria a instituição que formaliza essa dependência e essa renúncia, transformando-nos, pouco a pouco, em objetos de repulsa para o outro.


Para Schopenhauer, o casamento é uma armadilha que nos prende a alguém que não conhecemos verdadeiramente e que talvez não nos ame como imaginamos. Ele afirma que as pessoas se casam por paixão, mas depois descobrem os defeitos e as diferenças do outro, o que gera conflitos e desgastes. Também diz que muitos se casam por interesse, mas acabam percebendo que não há felicidade garantida na riqueza ou na conveniência. Há ainda aqueles que se casam por dever, mas, com o tempo, passam a sentir falta da liberdade e da variedade.


Schopenhauer era um defensor da solteirice e da busca por novos amores quando um relacionamento chegava ao fim. Para ele, não deveríamos sofrer tanto por amor nem esperar demais dele. Também não deveríamos nos prender a uma única pessoa ou acreditar cegamente no amor eterno. Em sua visão, o amor era instável, passageiro e ilusório; por isso, deveria ser vivido enquanto durasse, sem culpas nem arrependimentos.


Mas será que Schopenhauer estava certo? Será que o amor é realmente um mal necessário? Será que o casamento é mesmo uma armadilha? Será que não há felicidade nem realização na vida a dois? Essas perguntas são difíceis de responder, pois dependem da experiência e da opinião de cada pessoa. Talvez Schopenhauer fosse apenas um ranzinza que nunca encontrou alguém que o amasse de verdade. Talvez fosse um sábio que nos alertou sobre os perigos do amor e do casamento. Ou talvez fosse um pouco dos dois.


O fato é que Schopenhauer nos leva a refletir sobre o sentido do amor e do casamento em nossa sociedade. Ele nos faz questionar se buscamos o amor pelos motivos certos ou se nos enganamos a respeito dele. Também nos faz pensar se estamos felizes com nosso parceiro ou se estamos insatisfeitos com a relação. Além disso, nos convida a avaliar se vale a pena se casar ou se é melhor permanecer solteiro. No fim, sua filosofia nos coloca diante de uma escolha: seguir a nossa vontade ou resistir a ela.

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