Tem gente que ainda está vivendo daquilo que Deus já encerrou, carregando a glória do passado como se fosse identidade, como se ainda fosse direção, como se Deus estivesse preso ao que um dia fez. Não é memória, não é gratidão, é apego. É quando a pessoa continua contando testemunhos antigos, falando do que já viveu, do que já foi, do que já sentiu, mas já não consegue discernir o que Deus está fazendo agora. Já teve presença, já teve intensidade, já teve fogo, mas hoje vive tentando sustentar uma estação que já acabou, tentando reviver um lugar onde Deus não está mais se movendo. E o mais perigoso é que ela não percebe que aquilo que um dia foi de Deus… hoje virou peso, virou capa, virou algo que ela arrasta, que cansa, que prende, que impede de avançar.
Isaías 43:18–19 não é uma sugestão emocional, é uma ordem espiritual clara: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova…” Deus não está anulando o que fez, Ele está dizendo que não é mais para viver lá. Só que muita gente não parou porque Deus silenciou, parou porque não quer soltar o que já viveu, quer continuar sendo reconhecida pelo que foi, quer continuar sentindo o que já sentiu, quer continuar carregando algo que já cumpriu o propósito. E enquanto insiste nisso, não percebe que as mãos estão ocupadas, que não há espaço para o novo, que não há sensibilidade para o agora. Porque Deus não sustenta passado, Ele conduz propósito, e propósito exige movimento, exige desprendimento, exige coragem de deixar para trás até aquilo que um dia foi dEle, mas não é mais para esse tempo.
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