A igreja não é um museu para pessoas perfeitas. É uma casa de misericórdia para pecadores que foram alcançados por Cristo.
Muitas pessoas se afastam porque encontram falhas em quem está dentro. Encontram palavras duras, atitudes incoerentes, líderes imperfeitos, irmãos que ainda estão em processo. E, sim, isso dói. A dor causada dentro da igreja pode ser profunda, porque esperamos encontrar ali pessoas que carregam o nome de Jesus.
Mas não devemos confundir a fraqueza dos homens com a perfeição de Cristo.
A igreja é formada por pessoas que ainda lutam contra o pecado, que ainda precisam ser confrontadas pela Palavra, que ainda precisam aprender a perdoar, amar, servir e viver como Jesus. Não somos salvos porque já chegamos ao destino; somos salvos porque fomos encontrados pelo Salvador.
A graça não é um troféu entregue aos que conseguiram parecer santos diante dos homens. A graça é o socorro de Deus para quem reconhece que está quebrado, cansado e incapaz de se salvar sozinho.
Jesus não chamou os fortes para se orgulharem de sua força. Ele chamou os cansados para descansarem nele. Não chamou os justos para exibirem sua justiça, mas os pecadores para se arrependerem e receberem perdão.
A Bíblia diz: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos 5:20).
Isso não significa que o pecado deve ser tratado com leveza. Pelo contrário: a graça verdadeira nos constrange, nos corrige e nos transforma. Mas significa que ninguém precisa chegar à igreja com uma máscara, fingindo estar bem, escondendo suas feridas ou tentando merecer um lugar.
Você pode chegar quebrado.
Pode chegar cansado.
Pode chegar com perguntas.
Pode chegar depois de errar.
Porque Cristo ainda recebe pecadores arrependidos.
Não abandone Jesus por causa das falhas de pessoas que também precisam dele. A igreja pode ter imperfeições, mas Cristo continua sendo perfeito. E é nele que a nossa fé deve permanecer.
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