Samuel não levantou uma pedra no começo da guerra. Ele levantou depois do livramento. Israel clamou, Samuel intercedeu, Deus respondeu, e o povo entendeu que aquela vitória não tinha sido sorte, força ou coincidência. Então Samuel pegou uma pedra, colocou entre Mispa e Sem e chamou de Ebenézer: “Até aqui nos ajudou o Senhor”.
Aquela pedra era memória. Era como se ele dissesse: não chegamos aqui sozinhos.
E é aqui que muita gente se perde. Deus livra, sustenta, guarda, abre caminho, fecha porta de morte, segura guerra que ninguém viu, e depois a pessoa trata como acaso o que foi mão de Deus.
Não foi sorte. Foi Deus.
Teve coisa que você sobreviveu porque Deus te sustentou. Teve porta que fechou porque Deus estava te protegendo. Teve perda que doeu, mas te livrou. Teve fase que parecia fim, mas era Deus dizendo: ainda não acabou.
Ebenézer é quando a alma para de reclamar do que falta e começa a lembrar do que Deus já fez.
Tem livramento que não pode virar detalhe. Tem socorro que precisa ser reconhecido. Tem fase vencida que precisa virar testemunho.
Até aqui o Senhor te ajudou. E se foi Ele quem te trouxe até aqui, não comece agora a agir como se estivesse caminhando sozinha.
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