Buscar a Deus é vasculhar os porões do ser.
Santo Agostinho afirmou: “Deus está mais próximo de mim que eu mesmo”.
Sendo assim, não encontramos Deus em alguma dimensão exterior às três dimensões da realidade. Ele pertence à capacidade humana de transcender.
Deus se deixa achar quando mergulhamos nas profundezas da alma.
São João da Cruz acertou ao afirmar:
“O centro da alma é Deus. Quando a pessoa se encontra com ele, em todas as suas faculdades energias e desejos, terá atingido o cerne e a raiz mais profunda de si mesma, que é Deus”.
Etty Hillesum confessou: “Consegui reencontrar a mim mesmo, com o mais profundo e melhor de minha alma, ao quê chamei de Deus. Eis o mistério: ao descobrir a mim, descubro a Ele, e ao descobri-lo, encontro comigo mesmo.
A descoberta de Deus em nós significa que despertamos para um extraordinário sentimento de vulnerabilidade e confiança. Alguém (com A maiúsculo) teve acesso aos segredos de nossa essência e nunca se valeu dessa intimidade para nos controlar.
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