Enquanto Cristo não for suficiente, qualquer outra coisa se tornará um ídolo.
Vivemos tentando proteger os nossos próprios planos, como se soubéssemos melhor do que Deus o caminho que conduz à vida. No entanto, a Escritura nos ensina que o maior ato da graça divina nem sempre é conceder aquilo que pedimos, mas destruir aquilo que nos afastaria de Cristo.
“Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração.” (Salmo 37:4)
Esse texto não promete que Deus realizará todos os nossos sonhos; promete algo maior: quando o Senhor é o nosso deleite, Ele transforma os nossos desejos para que passemos a querer aquilo que Ele quer.
João Calvino escreveu:
“O coração humano é uma fábrica perpétua de ídolos.”
É por isso que Deus, em Sua misericórdia, muitas vezes frustra projetos, rompe caminhos e fecha portas. Não porque deixou de amar Seus filhos, mas porque ama demais para entregá-los aos seus próprios ídolos.
Martinho Lutero dizia:
“A cruz põe fim em tudo aquilo que não é de Deus.”
A providência de Deus nunca erra. Aquilo que Ele destrói em nós jamais se compara ao que Ele está formando por meio de Cristo. Seus “nãos” são tão santos quanto Seus “sins”. Sua disciplina é expressão do Seu amor paternal (Hebreus 12:6).
Que esta seja também a nossa oração:
“Senhor, onde os meus planos não são os Teus, destrua-os. Antes perder os meus sonhos do que perder a comunhão com Cristo.”
“Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.” — Romanos 11:36
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