Total de visualizações de página

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ESCONDER

 Tem gente que esteve perto de Jesus enquanto tudo acontecia. Viu, ouviu, caminhou, falou que cria, esteve no ambiente, participou de tudo. Mas quando tudo escureceu… sumiu. O que antes era presença virou silêncio, o que antes era proximidade virou distância, e o que parecia firme revelou que não sustentava quando o cenário mudou.


“José de Arimateia… foi ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.” Marcos 15:43


Jesus já estava morto. Não havia mais milagre, não havia mais multidão, não havia mais nada que tornasse aquilo atraente. Se aproximar naquele momento não trazia honra, não trazia reconhecimento, não trazia vantagem nenhuma — trazia exposição, risco e posicionamento. E é exatamente nesse momento que José aparece. Ele não chega no auge, ele chega quando tudo já parece ter acabado. Ele não se aproxima quando é bonito estar perto, ele se posiciona quando ninguém mais quer ser visto ali. Enquanto muitos que disseram que criam estavam escondidos, José se expõe. Enquanto alguns que caminharam com Jesus recuaram, ele avança. E isso revela uma verdade que não dá para suavizar: é fácil se aproximar quando não custa, difícil é sustentar quando pesa, quando o ambiente muda, quando o posicionamento exige algo de você.


Porque no fim, não é sobre quem começou, é sobre quem sustenta. Tem gente que gosta de Jesus enquanto isso não mexe com nada, gosta da mensagem, gosta de estar perto, gosta de sentir… mas não sustenta quando precisa se posicionar de verdade. Se aproxima no movimento, mas desaparece no silêncio. Se identifica enquanto é leve, mas recua quando fica sério. José não teve discurso, não teve palco, não teve momento favorável ele teve decisão. E é isso que define tudo. Porque posicionamento não se prova quando é fácil, se revela quando custa. E no final, não é quem esteve perto no começo que marca… é quem permanece quando ninguém mais permanece.

Nenhum comentário:

Postar um comentário