Não permaneça onde Cristo morreu para tirar você.
A cruz não foi apenas o lugar onde Jesus perdoou pecadores; foi também o lugar onde o velho homem foi condenado. Cristo não morreu para que continuássemos confortáveis no pecado, presos aos mesmos desejos, às mesmas práticas e às mesmas correntes. A graça que salva também transforma. Quem foi alcançado pela cruz recebe uma nova vida, um novo coração e uma nova direção.
Muitos desejam o perdão de Cristo, mas rejeitam o senhorio de Cristo. Querem escapar da condenação, mas não da escravidão do pecado. Entretanto, o evangelho não oferece apenas um destino no céu; ele inaugura uma nova existência aqui. Aquele que foi resgatado das águas da morte não pode escolher voltar a se afogar nelas.
A mão de Cristo continua estendida, mas ela não nos segura para que permaneçamos no abismo. Ela nos ergue para uma vida de santidade, arrependimento e obediência. Permanecer deliberadamente naquilo do qual Ele nos libertou é desprezar o preço do Calvário e tratar como comum o sangue da nova aliança.
O cristianismo não é uma licença para pecar confiando no perdão futuro. É um chamado diário para morrer para si mesmo e viver para a glória de Deus. A cruz destrói o domínio do pecado para que Cristo reine onde antes reinava a rebelião.
“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.” (Romanos 6:11)
Cristo não entrou nas profundezas da morte para que você fizesse morada nelas. Ele desceu para tirá-lo de lá.
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