O verdadeiro cuidado pastoral não se revela apenas quando as ovelhas estão em pastos verdejantes, quando tudo está tranquilo e a caminhada parece fácil. Ele se revela, sobretudo, quando o caminho atravessa o vale, quando o medo se aproxima, quando a fé enfraquece e quando algumas ovelhas já não conseguem encontrar forças para continuar.
Em João 10:11, Jesus declara: “Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.”
Há uma diferença profunda entre conhecer o caminho das ovelhas e conhecer as próprias ovelhas. O verdadeiro pastor não se preocupa apenas com o rebanho que está crescendo, mas também com aquela ovelha ferida, cansada, esquecida e distante. Ele não abandona as ovelhas quando o cenário muda, nem transforma o ministério em um palco para alimentar o próprio ego.
A igreja não precisa apenas de homens que saibam pregar sobre o cuidado; precisa de homens que estejam dispostos a cuidar. Homens que orem pelas ovelhas quando ninguém está olhando, que chorem com os que choram, que corrijam com amor, que protejam com coragem e que permaneçam fiéis mesmo quando o ministério não oferece aplausos.
Mas existe uma verdade ainda mais profunda: nenhum pastor terreno é o Pastor perfeito. Todos somos ovelhas que dependem da graça daquele que nunca falha. O nosso maior exemplo não é um homem, mas Cristo, o Supremo Pastor, que conhece os seus, chama-os pelo nome e entregou a própria vida por eles.
O pasto pode mudar, a estação pode ser difícil, o vale pode ser escuro, mas há uma segurança que permanece: quando Cristo é o Pastor, nenhuma circunstância é maior do que o seu cuidado.
Que nunca nos faltem pastores segundo o coração de Deus, mas, acima de tudo, que nunca nos afastemos do Bom Pastor.
📖 “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” — Salmos 23:1.
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