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sábado, 6 de setembro de 2014
ACORDO COM INIMIGO
Um caçador estava mirando um urso quando o urso falou "Não é melhor falar do que atirar? O que é que você quer? Vamos negociar."
Baixando a espingarda o caçador falou "Eu quero um casaco de pelo de urso para me cobrir." "Bom, esta é uma questão negociável" falou o urso. "Eu apenas quero um estomago cheio. Vamos negociar."
Depois de algum tempo falando, o urso voltou sozinho para a floresta. As negociações foram um sucesso. Cada um recebeu o que queria. O urso conseguiu seu estomago cheio e o caçador ficou coberto de pelo de urso.
Entrar em acordo raramente satisfaz ambos os lados igualmente. Na negociação com nosso inimigo, ele promete o que nós queremos, mas apenas pretende levar o que ele quer - a nossa alma.
Você está tentando entrar em acordo ou negociar com o inimigo?
UM CONVERSA FRANCA
“Eu não posso ir”
Lucas 14:20.
Há diferentes maneiras de responder o convite do Evangelho quando você tem intenção de recusá-lo. Elas são todas, na melhor das hipóteses, ruins, e todas elas podem ser classificadas sob uma máxima “eles, um por um, começaram a dar desculpas”[1]. Mas, ainda assim algumas são mais decentemente ditas do que outras e aparentam ter mais razão do que as demais. Os dois primeiros grupos de pessoas que foram convidados para a ceia disseram ao servo, desculpando-se, com alguma aparência de cortesia, “rogo-te que me tenhas por escusado”. Mas o terceiro homem não ficou argumentado, ou pedindo para ser perdoado — ele disse de forma direta, sem rodeios, nitidamente —“não posso ir”. Esta foi uma resposta definitiva. Ele não tinha intenção, nem o desejo de ir para a ceia. “Eu não posso ir”, foi uma resposta dura, mas como ele tinha se casado, ele achava que a idéia de sua ida era completamente despropositada e ele não precisava de nenhum tipo de desculpa.
Agora, o que isso significa? Bem, isso significava que ele pensou muito pouco no anfitrião da festa. Ele não tinha respeito por esse “certo homem”, que fez uma grande ceia. Ele teve a oportunidade de desprezá-lo, recusando o convite e o fez abertamente, dizendo: “Eu não posso ir”. Também mostrou que ele subestimava a própria ceia. Poderia ser uma refeição respeitável, mas ele não precisava dela — ele poderia ter uma ceia tão boa quanto aquela em casa. Ele era melhor do que aquelas pessoas nas ruas. Aquele amontoado de pássaros talvez pudessem ficar felizes comendo uma ceia de graça, mas ele não dependia de ninguém e poderia fazer muito bem para si mesmo.
Você não conhece muitos neste mundo que não têm opinião alguma sobre Cristo, nenhum amor por Deus? Religião para eles é mero devaneio – impraticável, uma questão fantasiosa sobre a qual eles não têm tempo para se preocupar. É uma coisa deplorável que eles nem sequer pensem no Deus que os anjos adoram! E o Cristo que é o mais amável dos amáveis – Nele não verem beleza! E as provisões de valor inestimável da misericórdia, do perdão do pecado, da salvação da alma, do Céu de Deus – eles negligenciam essas coisas como se não precisassem delas – ou como se pudessem tê-las sempre que quisessem. Milhares de pessoas estão orgulhosamente independentes da livre graça de Deus – elas são suficientemente boas e virtuosas – elas não precisam chorar por misericórdia, como os ímpios e profanos.
Em seus próprios julgamentos, são bastante capazes de abrir seu próprio caminho para o Céu. Eles não precisam da caridade do Evangelho. O desprezo ao grande Organizador da festa e o desprezo à festa em si, estas duas peças de desdém e orgulho induzem um homem a dizer: “Eu não posso ir”. Mas havia mais do que o orgulho comum no discurso breve, ríspido, pois este homem tinha, em primeiro plano, feito uma promessa de ir. Ele tinha sido convidado para ir e o que está implícito na parábola é que ele tinha, na época, aceito o convite. Ele aceitou as cartas que o convidavam para a ceia e, embora tivesse feito isso, contraria a si mesmo dizendo: “Eu não posso ir”.
Eu acho que estou abordando alguns aqui que se comprometeram várias vezes em virem para Cristo. Se bem me lembro, você pediu as orações dos amigos e prometeu que estava realmente levando a sério. Você olhou a sua esposa no rosto e disse: “Espero que não demore muito para que eu esteja com você na Igreja de Deus e não tenha mais que ir embora a deixando sozinha na mesa do Senhor”. Você pediu a alguns de seus amigos cristãos para fazerem um círculo de oração por você – mas você nunca concretizou a sua intenção de se tornar um verdadeiro cristão. Suas resoluções talvez até possam ser lidas no livro de registro eterno de Deus – mas elas estarão lá, como testemunhas da sua falsidade e mutabilidade. Os talões estão lá, mas não há o cumprimento de qualquer uma das resoluções.
Deus se lembra delas, embora você tenha se esquecido de realizá-las. Você aceitou o convite no calor do momento, mas quando o mundanismo estava mais vantajoso, você voltou para a sua velha obstinação e disse: “Eu não posso ir”. Talvez você não tenha dito isso de uma forma tão nítida como citei agora, mas chegou ao mesmo desfecho, pois você não foi para a Ceia do Evangelho. Pouco importa se você diz irritadamente ou calmamente, se você não vier, o resultado prático é o mesmo. Eu acho que ouço alguns de vocês, mesmo agora, dizendo, “Não me pergunte tantas vezes. Eu não posso ir! Não adianta me incomodar com isso. Não quero ser grosseiro ou indelicado. Embora eu dissesse que iria, eu retiro as minhas palavras! Eu não posso ir”.
Ao dizer “não posso ir”, o homem está destinado, por assim dizer, a acabar com o assunto. Ele queria que entendessem que já estava decidido e não estava mais aberto à discussão. Ele não negociou. Ele não conversou. Ele apenas disse, de forma direta, “eu não preciso de mais argumentos! Eu não posso ir e isso resolve a questão”. Alguns dos nossos ouvintes, têm vindo a tal condição de coração que de bom grado silenciam os protestos do Evangelho – com um tom simpático, mas determinado, eles diriam, “Eu não posso ir. Não me incomode mais”.
Suponho que este homem, depois de ter feito essa declaração positiva, sentia que havia verdade no que ele havia declarado. Ele disse: “Portanto, eu não posso ir”. Ele tinha uma razão para apoiá-lo no que havia dito, então voltou para casa, sentou-se e se divertiu. Achava que era um homem justo, tão bom quanto aqueles que tinham ido para a ceia e talvez até um pouco melhor. Ele não podia culpar a si mesmo, e quando um homem não faz isso, é porque, naturalmente, ele não pode fazê-lo! E por que ele deveria ser condenado por uma impossibilidade? “Eu não posso ir”, como eu posso ajudar nisso? Então ele sentou-se com uma fria indiferença para comer sua própria ceia. Não era problema dele se o grande anfitrião da festa ficou triste ou não, se os seus bois e carneiros cevados foram desperdiçados ou não. Ele havia dito isso com tanta frequência para sua própria consciência que ele meio que acreditava – “não posso ir, e isso éindiscutível”.
Eu não tenho nenhuma dúvida de que muitos que nunca vieram a Cristo se contentaram em não tê-lo por acreditarem que não poderiam ir. Apesar da impossibilidade, se ela realmente existisse, envolveria a maior de todas as calamidades, mas falam dela com muito pouco interesse. Praticamente, eles dizem: “Eu não posso ser salvo. Devo continuar a ser um incrédulo”. Que coisa terrível para qualquer mortal dizer! No entanto, você já disse isso até quase acreditar e deseja que nós, agora, por causa deste motivo terrível, o deixemos completamente sozinho. Você não quer ser incomodado esta noite. O texto já começa a assustá-lo um pouco e você não gosta dele. Está quase lamentando que esteja aqui.
Se o Senhor me ajudar, eu vou incomodá-lo muito mais antes de você sair deste lugar! Eu tenho notícias pesadas do Senhor para você! Vou procurar, se eu puder, arrancar o travesseiro macio da sua cabeça sonolenta e acordar-lhe com uma ansiedade imediata para que não pereça em seus pecados! Com gentil importunação eu imploro a você, e tento mostrar-lhe que este seu pequeno discurso de “Eu não posso ir”, é um discurso miserável! Você deve jogá-lo aos ventos e provar que pode ir indo de uma só vez, recebendo a grande festa de amor e honrado Àquele que a espalha para as almas famintas.
Eu gostaria de dizer duas ou três coisas sobre este caso, pois são muito graves. Já era ruim o suficiente para este homem dizer: “Eu não posso ir”, mas é muito pior para você dizer: “Eu não posso ir a Cristo”. Lembre-se, se os convidados não foram, e não foram de uma só vez, eles nunca mais poderão ir, lá era apenas um jantar e não uma série de banquetes. O grande homem que fez a festa não tinha a intenção de preparar um outro. Uma ofensa muito grave seria cometida por sua ausência naquela única ceia.
Meus caros ouvintes, há apenas um peíodo de Graça Divina para vocês e se esse for encerrado, vocês não terão uma segunda oportunidade! Existe apenas um Jesus Cristo – não há mais sacrifício pelo pecado. Existe apenas uma forma de amor eterno e misericórdia, não os abandonem. Peço-vos, não se afastem da porta da vida, o único caminho da salvação! Se a desprezar agora e a festa acabar – como acontecerá quando você morrer – então você terá perdido o grande privilégio e terá cometido uma negligência grave, da qual as conseqüências você nunca será capaz de escapar! Observe isso e tome cuidado!
Além disso, não é simplesmente um jantar que você vai perder quando diz: “Eu não posso ir”. Perder uma ceia é pouco e em breve as coisas poderiam se assentar quando o café da manhã chegasse. Mas você perde a vida eterna e esta, perdida em tempo, nunca poderá ser encontrada na eternidade! Você perde o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus, a adoção na família de amor – essas são pesadas perdas! Você perde a alegria da fé para a vida e perde o conforto na morte – quem pode estimar esses danos? Não perca a sua alma imortal! Oh, não perca isso! Pois mesmo se ganhar o mundo inteiro não será recompensado por essa perda[2]! Perca o que quiser, mas não perca sua alma, peço-vos! Busque a salvação, sem ela teria sido melhor que você nunca tivesse nascido[3].
Além disso, uma vez mais, se você não vir a Cristo implicará no maior insulto que pode ser feito ao seu Criador. Você já O aflingiu pela quebra de Suas Leis – mas qual será a sua indignação quando você recusa a Sua misericórdia? Quando você vira as costas para o Seu Filho? Quando você recusa não só o seu Deus, mas o seu Salvador crucificado pendurado lá com os braços estendidos, sangrando Sua vida fora, para que Ele possa te salvar? Não vire as costas para sua própria redenção! Nenhum sangue foi aspergido no limiar da casa de um israelita, pois não podiam pisar nele – isso seria desastroso, certamente. O sangue foi sobre a verga e sobre as duas ombreiras, mas nunca sob os pés[4]. Não passe por cima do sangue de Cristo! E você vai fazer isso se recusar Sua grande salvação. Se não vir a Ele para ser salvo, você será condenado, mesmo sendo tão bom quanto diz ser, em vez de ser amado por Deus – vai ser condenado, em vez de ser salvo por Jesus Cristo, Seu Filho. Isso irá demonstrar um insulto caro da sua parte, assim como uma dolorosa afronta a seu Senhor.
Dito tanto, por meio do prefácio, agora tomarei essas palavras, “não posso ir”, e trabalharei com elas um pouco, com a esperança de que possa crescer em você a vergonha delas.
I. Em primeiro lugar, o homem declarou: “Eu não posso ir porque”, ele disse “ME CASEI COM UMA MULHER”. Ele havia prometido ir ao jantar e tinha a obrigação de cumprir sua promessa. Por que ele não deixou para se casar depois? Certamente ele não havia sido obrigado a casar-se com tamanha pressa que não pudesse manter os compromissos já assumidos! Ele era obrigado a cumprir a sua promessa para o criador da festa, e essa promessa foi reivindicada pelo mensageiro.
Ele não poderia dizer que sua esposa não o deixava ir. Essa declaração pode ser verdade na Inglaterra, mas no Oriente, os homens são sempre donos da situação e as mulheres raramente têm seus direitos na família! Nenhum Oriental diria que sua esposa não o deixava ir! Ainda nessas regiões ocidentais, onde a mulher tem mais direitos, algum homem pode dizer, de verdade, que sua esposa não lhe permitirá ser um Cristão? Eu não acredito que qualquer um de vocês será capaz de dizer, quando vierem a morrer, que sua esposa foi a responsável por não serem Cristãos.
A maioria dos homens ficaria irritada se lhes disséssemos que eles têm medo e são controlados pela esposa e que não poderiam dizer que suas almas eram realmente deles. Alguém deve ser um tolo, de fato, se deixa uma mulher levá-lo até o inferno contra a sua vontade! O fato é que quando um homem tenta jogar a culpa de seus pecados em cima de sua esposa ele se torna uma criatura mesquinha. Eu sei que o Pai Adão, nos deixou um mau exemplo a este respeito[5], mas o fato desse ser uma parte do pecado que causou a ruína de nossa raça deveria tornar-lo como um farol para nós. Você, certamente, como um homem, não deve rebaixar-se tanto a ponto de dizer: “Eu não posso ir, porque minha mulher não deixa”.
Se um de vocês, no entanto, continua a lamentar-se: “Minha esposa é minha ruína. Sou incapaz de ser um cristão por causa da minha esposa”, Devo lhe fazer uma pergunta ou duas antes de eu acreditar na sua história deplorável. Você a deixa controlá-lo em todo o resto? Ela o mantêm em casa todas as noites? Ela escolhe os companheiros para você? Porque, meu caro, se não me engano, você é um teimoso, intratável animal, cabeça-dura sobre todo o resto! E então, quando se trata de matéria de religião, você vira e se queixa de ser governado por sua mulher? Não tenho paciência com você!
É mais que provável que a melhor coisa que poderia lhe acontecer seria a de ter a sua mulher sobre o trono da Inglaterra nos próximos anos. Diante de um assunto tão sério como este não fale bobagem. Você sabe que a culpa é somente sua – se você quiser procurar as melhores coisas – a pequena mulher em casa não será empecilho para você. Este homem disse: “Eu não posso ir”. Por quê? Porque ele tinha uma esposa! Fundamento estranho! Pois, de fato, essa era uma razão pela qual ele deveria ir e levá-la junto!
Se algum homem, infelizmente, tivesse uma esposa que se opusesse às coisas de Deus, em vez de dizer “eu não posso ser um cristão, porque tenho uma esposa não convertida”, ele deveria procurar dupla Graça para que pudesse ganhar a sua esposa para Cristo. Se uma mulher lamenta que tenha um marido não convertido, deixe-a viver mais perto de Deus que assim ela poderá salvar seu marido[6]. Se um funcionário tem um mestre não convertido, que trabalhe com diligência duas vezes para glorificar a Deus para que assim possa ganhar o seu mestre. Assim você vê, existem duas razões pelas quais você deve ir para o banquete do Evangelho, não só para seu próprio bem, mas por causa de seus parentes não convertidos.
Se a vela do meu vizinho está apagada – é razão para que eu não deixe a minha brilhar? Não, mas é razão para que eu tenha ainda mais cuidadoso em mantê-la queimando, e assim possa ascender a vela do meu vizinho também[7]. É uma pena que minha esposa esteja perdida, mas não posso ajudá-la estando eu da mesma forma perdido. Não, mas eu posso ajudá-la se eu permanecer na minha posição e seguir a Cristo mais firmemente, porque a minha mulher se opõe a mim. Bom homem, não permita que a sua esposa o deixe de lado! Boa Mulher, não deixe seu marido impedi-la! Não diga: “Eu não posso freqüentar a casa de Deus, nem ser um cristão enquanto tiver o marido que eu tenho”. Não, essa é a razão pela qual você deveria tomar sua posição mais bravamente no nome de Deus porque, pelo seu exemplo, aqueles a quem você ama poderão ser resgatado da destruição.
Como você sabe, Oh esposa, que você pode salvar o seu marido incrédulo? Como você sabe, Oh servo, que você pode salvar o seu senhor que não crê? Eu me lembro de ouvir o Sr. Jay contar uma sobre uma garota, serva, inconformada que foi viver com uma família de pessoas mundanas que participavam na igreja da Inglaterra. Apesar de não serem crentes realmente — eles eram propagadores da igreja por for a mas eles pouco tinham a ver com o interior dela — e os hipócritas são geralmente os mais fanáticos.
Eles ficaram muito irritados com a sua serva por ela ir à pequena Casa de Reunião e ameaçaram demiti-la caso fosse novamente. Mas ela continuou tudo do mesmo jeito e de forma muito gentil, mas firme, assegurou-lhes que ela continuaria a fazê-lo. Enfim, ela recebeu uma notificação para ir embora – eles não poderiam como boas pessoas da Igreja – ter uma dissidente vivendo com eles! Ela recebeu o tratamento áspero deles com muita paciência e aconteceu que no dia anterior à sua despedida uma conversa mais ou menos assim teve lugar. O mestre disse: “É uma pena, afinal, que Jane deva ir. Nós nunca tivemos uma menina tão boa. Ela é muito trabalhadora, sincera e atenciosa”.
A mulher disse, “Bem, eu tenho pensado que é muito duro mandá-la embora por ir à sua Capela. Você sempre fala de liberdade religiosa e não se parece muito com liberdade religiosa o fato de mudar a nossa menina para longe por adorar a Deus de acordo com sua consciência. Tenho certeza de que ela é bem mais cuidadosa com a sua religião do que nós somos com a nossa”. Então eles falaram sobre isso e decidiram: “Ela nunca nos respondeu de forma impertinente, nem apontou falhas em nós por irmos à Igreja. Sua religião proporciona um maior conforto para ela do que a nossa proporciona para nós. É melhor deixá-la ficar conosco, e ir para onde preferir”.
“Sim”, disse o marido, “e eu acho que é melhor irmos e ouvirmos o ministro que ela vai ouvir. Evidentemente, ela tem algo que nós não temos. Em vez de mandá-la embora por ir à Capela, vamos acompanhá-la no próximo domingo e julgar a questão por nós mesmos”. E eles o fizeram, e não demorou muito para que o patrão e a patroa se tornassem membros daquela mesma Igreja!
Não diga, portanto, “não posso ir porque o meu patrão e a minha patroa são contra”. Não dê desculpas inúteis a partir de fatos dolorosos, estes são motivos pelos quais você deveria estar mais determinado do que nunca, ainda que tenha de ir para o Céu sozinho, em se tornar um seguidor de Cristo. Mantenha a sua resolução e você poderá nutrir a esperança ea crença de que você vai, por Sua graça, levar outros aos pés do Salvador.
II. Um segundo motivo é ainda mais comum. Não é todo mundo que pode dizer: “me casei com uma mulher”, mas em todos os lugares você pode encontrar alguém que alega: “EU NÃO TENHO TEMPO”. Você diz: “Senhor, eu não posso atender a religião, pois não tenho tempo”. Lembro de ter ouvido uma senhora dizer a um homem que assegurava não ter tempo “Bem, você tem todo o tempo que existe”. Pensei que era uma resposta muito conclusiva. Você tem tido tempo e ainda tem todo o tempo que existe – por que não usá-lo?
Ninguém tem mais de 24 horas em um dia e você não tem menos. Você não tem tempo? Isso é muito singular! O que você fez com ele? – você certamente já teve! O tempo voa com você, eu sei, mas faz assim comigo e com todos. O que você faz com ele? “Oh, eu não tenho tempo”, diz um. Digo mais uma vez, você teve o tempo e esse tempo deveria ser dedicado, em parte, a uma consideração solene das coisas de Deus. Você tem roubado de Deus a parte do tempo que deveria ser dEle e a tem dedicado para alguma coisa inferior que o seu grande Senhor e Mestre pode com razão reivindicar para os mais altos propósitos.
Você tem tempo suficiente para coisas comuns. Veja aqui, eu nunca encontrei nenhum de vocês no meio do dia na rua em suas roupas de baixo. Eu não acho que vocês andem para cima e para baixo em Cheapside seminus. “Oh, não, claro que não! Temos tempo para colocar nossas roupas”. Vocês têm tempo para vestir seus corpos e não há tempo para vestir a sua alma com o manto da justiça de Cristo? Não me diga isso! Eu não conheço nenhum um de nossos amigos dizendo, à noite, “Eu estou a ponto de desmaiar, porque não tinha nada para comer desde que eu me levantei. Não tive tempo para conseguir um pedaço de carne”. Não, não! Eles tiveram seu café da manhã e eles tiveram o seu jantar, e assim por diante.
“Oh, sim, nós temos tempo para comer”, diz um. Não me diga que você tem tempo para alimentar o seu corpo e que Deus não lhe deu tempo para alimentar a sua alma? Ora, não tem lógica! Tais declarações não fazem sentido por um momento! Você deve ter tempo para alimentar sua alma se você tem tempo para alimentar o seu corpo! As pessoas encontram tempo para olhar no espelho, lavar o rosto e escovar os cabelos. Você não tem tempo de olhar para si mesmo, para ver seus pontos espirituais e para se lavar na fonte que está aberta para o pecado e para a impureza? Ó, Prezados Senhores, vocês têm tempo para as coisas comuns e vocês certamente devem ter tempo para aquelas muito mais graves e importantes questões que dizem respeito à sua alma e imortalidade!
Você não tem tempo? Como é isso, quando você perde um bom negócio? Quanto é que muitos de nós gastamos em conversa fiada? Quanto tempo é que certas pessoas gastam em divertimentos frívolos? Tenho ouvido pessoas dizerem que não têm tempo, que eu estou certo, eu não sei o que eles têm para se ocupar! Não existe muitas pessoas que se forem amarrados em um nó e jogados na Baía da Biscaia, passariam despercebidos porque não fazem nada de bom para qualquer mortal? Eles estão vivendo sem um objetivo – inúteis, vidas sem rumo e ainda falam sobre não ter tempo!
Tais pretensões não funcionam. Quando você pleitear a Deus, diga algo que use o bom senso. Você não tem tempo e ainda assim realizar um trabalho mais secular? Você mantém uma loja, não é? “Sim, eu tenho uma loja de grande porte”. Você está pretendendo aumentá-la, não é? Você acha que vai ter tempo para dar um suporte enquanto a empresa cresce? “Oh, sim, eu ouso dizer que vou encontrar tempo – de qualquer forma, eu devo arranjar tempo, de um jeito ou de outro”.
Você vai ter uma segunda loja, não é? Como você consegue isso? “Oh, vou encontrar tempo”. Sim, meus caros, é possível encontrar tempo para todas as ampliações, especulações e compromissos! Agora deixe-me ser franco com você e dizer que poderia encontrar tempo para pensar na sua alma se você tivesse uma mente para fazer isso. Pois alegar que você não tem tempo para a religião é uma fraude! Não vai funcionar! É mentir para Deus dizer que você não tem tempo! Quando um homem quer fazer alguma coisa, se ele não tiver tempo, ele faz o tempo. Peço ao homem ocioso para não ir enganando a si mesmo com a noção de que ele não tem tempo.
“Onde há uma vontade há um caminho”. Onde há um coração para a religião, há tempo de sobra para isso. Culpe sua mente teimosa e não suas horas escassas! Você terá bastante tempo quando seu coração virar de uma vez na direção certa. Além disso, o tempo não é a grande questão. Será que o Senhor exige de você um mês de descanso para fazer negócios? Será que nós lhe obrigamos a passar dois dias por semana em oração? Nós lhe dissemos que não poderia ser salvo a menos que você se fechasse uma hora todas as manhãs para a meditação? Eu peço a Deus que você possa ter uma hora de meditação! Mas, se você não puder, quem exigiu isso de você?
A exigência é que você acredite no Senhor Jesus Cristo e abandone seu pecado e este é um assunto que não vai interferir no seu trabalho diário. Um homem pode girar a roda do oleiro e orar. Um homem pode assentar tijolos e orar. Um homem pode dirigir o carro e orar. Um homem pode andar atrás de um arado e ainda assim, ele pode estar andando com Deus. Uma mulher pode esfregar um chão e ter comunhão com Deus. Um homem pode estar andando a cavalo e mesmo assim ele ainda pode estar em comunhão com o Altíssimo. Uma mulher pode estar costurando vestidos e crescendo em Graça Divina. Essa não é uma questão em que se toma tanto tempo a ponto de interferir em qualquer uma das funções normais da vida.
Portanto, jogue fora essa desculpa e não diga mais, “não posso ir porque não tenho tempo”. Se arrependa dos seus pecados e creia no Senhor Jesus – e, em seguida, todo o seu tempo será livre para o serviço do Senhor e você já não terá um momento a menos do que o necessário para as funções de seu chamado.
III. Há uma terceira forma de dar essa desculpa e é muito comum “EU TENHO COISAS MAIS IMPORTANTES PARA FAZER”. Agora, vamos lá! Você terá de engolir isso. Vou contradizê-lo diariamente. Você não tem nada mais importante a fazer. Isso seria totalmente impossível! Nada debaixo do Céu pode ter um centésimo da importância de você ser reconciliado com Deus e salvo por Jesus Cristo! Para o que é o negócio mais importante? Para ganhar dinheiro? Onde está a importância disso? Você pode obter um monte dele eo resultado será um grande trabalho para administrá-lo e maior ainda para deixá-lo quando você morrer.
Mas você me diz que tem que ter uma oportunidade para estudar. Bem, isso é melhor, mas o que você vai estudar? Ciências? Arte? Política? Estas coisas são importantes em comparação com a salvação de sua alma? Porque, se você tiver uma mente educada e é perdido, será tão ruim perdê-la na cultura e na aprendizagem como perdê-la na ignorância. Seu primeiro dever é estar bem com o teu Deus que fez você! Não coloque nada antes de Deus. Cristo redimiu você? Não descanse até você saber a verdade da redenção, de ser reconciliado com Deus pela morte de Seu Filho. Nada pode ser tão importante para um homem como ser obediente a seu Criador e desfrutar do amor do seu Criador. Nada, portanto, pode ser tão importante para um homem como ser perdoado por meio do Salvador e transformado, pelo poder do Espírito Santo, de inimigo de Deus em um amigo de Deus (Romanos 5:10).
“Oh!”, você diz: “Mas meu negócio ocupa muito do meu tempo”. Sim, mas você não sabe que muito provavelmente a sua empresa estaria melhor se você estivesse bem com Deus? Muitas vezes um negócio dá errado porque o homem está errado – e às vezes compete a Deus ter propósitos contrários aos de um homem porque o homem tem propósitos contrários aos Dele. Se você andar desobediente a Ele, Ele vai andar contrário a você, mas quando você é obediente a Ele, Ele pode fazer outras coisas subservientes a você.
Em uma pequena igreja nas montanhas italianas eu vi, entre muitas pinturas absurdas, uma imagem que me impressionou. Havia um lavrador que tinha retirado-se em uma determinada hora para orar. O artista rústico o desenhou de joelhos perante os Céus que se abriam e, para que não houvesse qualquer perda de tempo ocasionada pela sua devoção, um anjo estava indo no arado para ele! Eu gosto da idéia. Eu não acho que um anjo já tenha ido arar a terra, enquanto um homem estava orando, mas eu creio que o mesmo resultado muitas vezes chega a ocorrer e que quando damos o nosso coração a Deus e buscamos primeiro o Seu reino e a sua justiça, todas estas coisas são adicionados para nós (Mateus 6:33).
Se a religião não faz você mais rico, e não pode mesmo fazer, ela pode torná-lo mais contente com o que você já tem. Um jantar de ervas abençoado por Deus vai fazer melhor do que um boi gordo faria sem essa bênção. É Ele que quer fazer o melhor neste mundo e ter o maior prazer aqui do melhor tipo e mais verdadeiro vai fazer bem a você para que dê a sua atenção primeiramente para o seu Salvador – e todo o seu coração para a fé nEle e para a diligência no seu serviço (2 Coríntios 8:7). Você não tem nada mais importante, estou certo, que o negócio que diz respeito a Deus e a eternidade.
IV. Tenho ouvido alguns usarem a desculpa “EU NÃO POSSO ARCAR COM OS CUSTOS DE SER UM CRISTÃO”. Bem, meus amigos, vamos ter uma conversa sobre isso. Custa mais do que você pode pagar? O que você quer dizer? Qual o custo? Custa dinheiro? Não precisa. Não vai custar-lhe mais do que você gostaria para passar por ele com um coração contente. Deus vai lhe dar um espírito generoso, que vai fazer você amar apoiar sua causa, ajudar os pobres e contribuir com a sua participação para todos os trabalhos da missão cristã. Mas no Reino de Cristo não há tributação!
Dar torna-se uma gratificação, a generosidade um luxo! Nada será arrastado pela força de vocês. Certamente o nosso Deus abomina o dinheiro que vem para o seu tesouro sem motivo, mas se alegra das ofertas voluntárias dos corações amorosos (2 Coríntios 9:7). Não vai te custar muito nesse sentido, estou certo, pois você apenas dará ao passo que Deus tiver prosperado você. Suponha que o homem diga: “Bem, eu devo ter um assento na capela se eu quiser ouvir o Evangelho confortavelmente”. Muito bem. Será que vai ser injusto se você contribuir com a sua proporção nas despesas necessárias para apoiar o homem que dá todo o seu tempo, pensamento e capacidade a você? Você vai pagar tanto em um ano para ouvir o Evangelho, como muitos pagam por uma noite no jogo?
Sim, e não há vários que gastam cem vezes mais em uma corrida de cavalos do que dando, ao longo da sua existência inteira, quer para os pobres ou para a Igreja de Deus? O que você economiza em favor de hábitos santos, generosos e hábeis não trará perdas para você, mas ganhos! “Ah, mas eu queria dizer que eu não poderia arcar com isso, pois eu perderia vários amigos”. Será que vale a pena manter esse amigo que é inimigo de Deus? A mulher que o levaria para longe de Deus ou o homem que iria mantê-lo fora do Céu, amigos desse tipo vale a pena ter? Seja bravo e termine uma ligação que, de outra forma irá conectar você até o fim com o poço do abismo.
“Oh”, diz um, “mas eu queria dizer que perderia muito nos negócios”. Ah, bem, eu não vou pedir-lhe para explicar o que quer dizer com isso – há algo feio nessa afirmação. Você sabe mais sobre seu comércio do que eu. Sem dúvida, existem ofícios que cederam aos vícios dos homens e se tornaram ainda mais rentáveis a medida que crescem a bebedeira e a impureza. Estes devem ser abandonados! Além disso, há comerciantes que vivem do exagero, da mentira e do engano – e eu não recomendo que você professe ser cristão se for essa a sua linha de atitudes. É melhor desistir de tudo que professa a respeito da religião quando for para o ganho injusto. O quê? Eu ouvi uma dica sobre a adulteração? Eu também ouvi que você não dá o peso total e a verdadeira medida? Ah, meu querido companheiro, desista desse jogo de uma vez, se quiser se tornar um cristão ou não! Mas, certamente, se é isso que você quer, a perda de lucros desonestos será um grande ganho para você, tanto para esta vida quanto para a próxima.
“Bem”, diz alguém, “eu teria de desistir de um bom número de prazeres”. Prazeres que bloqueiam a estrada para o Céu deveriam ser entregues de uma vez! Você pode me achar um tipo muito melancólico de pessoa, mas creio que eu sou tão feliz quanto qualquer homem, na Inglaterra. Eu aprecio um pensamento feliz e um discurso animado, tanto quanto qualquer um. Eu posso rir e eu posso apreciar bons e limpos comentários bem-humorados, bem como a maioria das pessoas. E, agora servido ao Senhor por quase 40 anos presto meu testemunho de que eu nunca tive que abandonar um prazer sequer pelo qual eu tenha sentido uma vontade deliberada de obter. Assim que são renovados no coração, você está mudado em seus prazeres e o que poderia ter sido um prazer para você, uma vez, se tornará, então, uma miséria.
Se eu tivesse que sentar-me em companhia de algumas pessoas e ouvir o que falam, seria o inferno para mim! Uma noite, pregando no Norte de Inglaterra, esta circunstância infeliz me ocorreu. Quando eu saí da ferroviária, fui colocado em uma carruagem de primeira classe, com cinco cavalheiros corredores que estavam indo para as corridas de Doncaster. Felizmente eles não me conheciam, mas desde o início até o final da conversa daqueles senhores fui guarnecido com expressões que me torturaram. E, finalmente, culminou em um assunto que era indizivelmente repulsivo. Peço a Deus que eu não seja condenado a viver com essas pessoas para sempre, porque seria o inferno para mim!
Senhoras e Senhores, vocês não precisam saber que eu abstenho de algum prazer quando eu não vou para uma corrida, ou me associo com a libertinagem! É meu prazer me manter longe dos prazeres dos homens, em cuja companhia eu era obrigado a passar aquela noite. Os prazeres desse mundo são cheios de poeira, imundície e areia e aquele que uma vez lavou sua boca dessas coisas, rejeita outra refeição com tais ingredientes. Você não perderá prazer algum se vier para Cristo.
V. Eu ouço uma outra pessoa dizer “Eu não posso ir”. Por que não? “Bem, Senhor, não significa que eu não vá algum dia, mas NÃO SERIA CONVENIENTE AGORA. Eu poderia não render meu coração ao Senhor esta noite”. Não, eu sei. Você tem um compromisso amanhã que deve ser atendido e não é o tipo de coisa para um Cristão. Exatamente, não seria conveniente esta noite, nem na segunda-feira, nem será na terça, se depende disso – seus pensamentos ansiosos terão se ido até lá.
Não seria conveniente ser salvo? Você quer viver um pouco, não é? “Vida” em Londres significa morte. “Ah, mas agora eu sou apenas um aprendiz!” Então ao mesmo tempo seja aprendiz de Cristo! “Mas eu sou um viajante. Quando eu começar meu próprio negócio, então será o momento”. Será que vai? Ah, que você seja um viajante de Cristo! “Mas eu tenho associações que tornam isso difícil”. Isso quer dizer que Deus deve esperar sua conveniência? É desse jeito que os pobres recebem um médico que atende seus pacientes gratuitamente? Eles dizem “Doutor, não é conveniente te chamar antes das 10 ou 11 horas da manhã. Não é conveniente, pra mim, ir à sua casa. Devo ficar satisfeito em ver você se você vier à minha casa por volta de onze e meia da noite”.
Você mandaria uma carta para um médico da Costa Oeste agradecido por ele te atender de graça quando você quis? “Ah”, você diz, “Eu não insultaria um médico assim, se ele é bom o suficiente para me atender de graça”. E você ainda vai insultar o seu Deus! Você acha que Deus não é digno da sua força e saúde agora – mas quando você estiver velho e desgastado – então você vai querer ir para o céu e enganar o inimigo! Isso é sujo da sua parte. Não posso dizer nada melhor.
Embora o Senhor seja extremamente amável e misericordioso, ainda que os homens decidam se entregar a Ele no pior momento do fim de suas vidas – não é de admirar que eles morram em pecado! O que deve Deus pensar de tal tratamento? Não diga “eu não irei”. Venha de uma vez. O Senhor te ajuda a vir!
VI. Eu tenho ouvido pessoas dizerem, “Eu não posso ir, Senhor, porque EU NÃO CONSIGO ENTENDER. Eu sou um pobre homem. Nunca tive educação”. O que é que você não consegue entender? Você não consegue entender que você tem violado as leis de Deus e ele é Deus justo para te punir? Você consegue entender isso! Você não consegue entender que se você acreditar no Senhor Jesus Cristo, então certamente Ele tomou o seu pecado e levou-o em seu próprio corpo na cruz, e os lançou longe, por isso seu nome é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29)?
Você pode não entender que se você acreditar nele, você o terá em seu lugar – por que as escrituras dizem “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21)? Você pode entendê-lo se desejar fazê-lo. Não há nada no evangelho que os mais pobres e menos escolarizados não possam entender se suas mentes se dispuserem a conhecer e receber a vontade de Deus. Se o Espírito de Deus vir sobre eles, eles poderão não somente entender o evangelho, mas apreciá-lo, gozar dele e começar a ensinar os outros também – porque o Senhor faz os bebês para terem conhecimento e discernimento em Seus caminhos – enquanto sábios e entendidos em assuntos científicos
muitas vezes perdem o caminho para o reino eterno.
Eu acabei. O som dos sinos me dizem que meu tempo acabou. Outro sino um dia vai te avisar que você acabou e que sua vida chegou ao fim, assim como o meu sermão. Mas eu preciso dizer somente isso. Se há algum homem aqui que diz “Eu não posso ir”, peço-lhe para se expressar e falar a triste realidade como ela deveria ser falada. Aqui está um exemplo – “Miserável e infeliz, não posso ir para Cristo! Milhões no céu foram, mas eu não posso ir! Minha mãe morreu com uma boa esperança, mas “Mãe, eu não posso ir”. Meu pai foi para casa para estar com Jesus, mas eu não posso ir”.
Eu agradeço a Deus por esta afirmação não ser verdadeira, mas se você disse isso, você nunca mais vai descansar, porque se você não consegue ir para Cristo você é a pessoa mais infeliz do mundo! Há alguma mulher que chora “eu não posso ir”, ou algum homem que pleiteia “eu não posso ir”? Onde quer que você esteja sentado ou em pé, deixe o sino que avisa sobre a morte na ultima hora, te avisar sobre sua morte espiritual! Porque se você não pode ir para Cristo e comer da sua ceia, você não pode ser salvo! Você não pode escapar da ira vindoura, você está condenado para sempre!
Posso lhe pedir para fazer outra coisa? Se você ainda pretende dizer: “Eu não posso ir” Você vai dizer a verdade? Você vai alterar uma palavra para chegar mais perto da verdade? Dizer “eu não irei”, “eu não posso ir”, é grego, ou uma linguagem incompreensível – Mas o inglês simples é “não irei”. Eu acho que você diria isso ao invés dos outros por causa do receio de dizer “eu não irei; Eu não acreditarei em Jesus; Eu não me arrependerei dos meus pecados; Eu não deixarei os meus caminhos” – O receio, eu digo, pode ser abençoado por Deus para fazer você ver o seu estado de desespero. Eu acho que você choraria em seguida, “Eu não posso sentar e provocar minha própria condenação certo de que não voltarei para Cristo”.
Será que agora você, em vez de se recusar a voltar, virá de uma vez? Diga, “eu vou voltar pra Jesus. Diga-me como”. Você pode somente vir para Jesus por acreditar nele. Confia nele e ele vai te salvar! Nunca ninguém acreditou em Jesus em vão! A confiança tem a poderosa influência do Senhor Jesus. Ele vem para o resgate de uma alma que se apóia inteiramente sobre ele. Ele fará todas as coisas para você – Ele mudará sua natureza bem como perdoará seus pecados! E sua natureza será mudada, você deve levar uma nova vida a partir de agora e crescer na Graça Divina até você se tornar como Ele, em quem você confia.
E depois Ele te levará para estar para sempre com Ele. Lavado no sangue do Cordeiro, você deve andar com ele de branco, glorificado! Assim eu tenho falado esta noite de um jeito muito simples. Eu oro ao Senhor para que abençoe as palavras que são destinadas para que sejam fiéis, sinceras e impressionantes. Nós podemos nos encontrar no céu! Há muitos estranhos aqui esta noite – você pode não ser estranho para o Senhor Jesus! Muitos de nossos amigos estão distantes e alguns de vocês vieram, embora seja uma noite chuvosa e desagradável – eu tomo isso como um bom sinal.
Deus te abençoe! Eu oro para que você possa receber bênçãos em dobro e possa lembrar este sombrio, escuro dezembro como uma noite de Maio pelas bênçãos que Deus colocará sobre você através de Jesus Cristo, Seu Filho. Amém.
EVANGELIZAÇÃO UMA QUESTÃO DE SEMANTICA
Muitas vezes ouvimos as pessoas escaparem de um debate de definição com a frase 'isso é apenas uma questão de semântica'. Derivado do gr. 'sema' que significa 'sinal', semântica é o estudo dos significados dos sinais, inclusive palavras, que utilizamos para nos comunicar. Isso não pode ser desprezado. Um debate semântico é fundamental em qualquer esforço comum.
Há uma discussão transversal a vários campos do conhecimento: se a palavra gera o pensamento ou o pensamento gera a palavra. Meu conhecimento empírico é de que a palavra gera o pensamento. Não conseguimos pensar se não temos a palavra (signo e significado) que expresse aquele pensamento. Por outro lado, se temos a palavra, o pensamento será determinado pelo significado que está associado a ela em nossa memória.
Um momento em que enfrentamos esse problema foi quando desenvolvemos na AMME o programa evangelístico ‘Caminho da Paz’ que ajuda adolescentes a enfrentarem o bullying, de longe a principal estrutura maligna que afeta as pessoas nessa idade. O problema é que nossa cultura não tem uma palavra para bullying, então esse tipo de violência não é pensado, não é percebido. A palavra utilizada para identificar o fato é ‘brincadeira’, o que não confere o significado de violência e, portanto, não gera a resposta correta. Enfrentamos esse problema fundamental utilizando a expressão ‘Violência Repetida entre Colegas’, que às vezes reduzimos como ‘VRC’. Aqui não vou falar do penoso trabalho de inserir um ‘sema’ em uma cultura.
De modo semelhante, o maior desafio que enfrentamos na AMME evangelizar, é justamente com o termo ‘evangelizar’. O significado dessa palavra para a comunidade evangélica é ‘distribuir folhetos dizendo Jesus te ama’. Isso faz com que aqueles que evangelizam estabeleçam alvos, planos e ações que ficam aquém da evangelização bíblica. Também faz com que os crentes teóricos classifiquem a evangelização como ineficiente, ineficaz e não bíblica.
Em nosso ministério definimos evangelização como ‘tornar conforme o Evangelho’ – isto é, a pregação da palavra de Deus que produz fé e salvação holística ‘sozo’. Evangelização, então, não tem a ver com aumentar o número de membros, ou insultar as pessoas, ou debater religião. Evangelizar só tem a ver com a transformação que Deus, em sua soberania, decidiu promover usando a Igreja como cooperadora. É difícil levar a Igreja a cumprir sua missão bíblica sem levar a semântica a sério.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
O CACHORRO E O ESPELHO
Uma das características marcantes do fundamentalismo é a criação de "eixos do mal". Tal postura maniqueísta consiste em simplificar a leitura da realidade, elegendo inimigos a serem a abatidos a fim de que a paz ou prosperidade seja mantida/conquistada. Neste quadro podemos enxergar diversos segmentos religiosos e ideológicos.
No entanto não é somente a religião strito sensu que utiliza-se deste expediente. Até mesmos os anti-religiosos o fazem, pelo menos uma boa parte deles, os denominados neo-ateístas, filhos híbridos de Richard Dawkins e leitores de Dan Brow. No livro "Deus, um delírio", o primeiro citado, afirma que a origem dos males de nossa sociedade repousa na religião, e esta manifestação nociva deve ser combatida e extirpada.
O que muitos não percebem é que Dawkins é um fundamentalista, e seus seguidores também aderem ao seu maniqueísmo primitivo. O que somente comprova que os homens se comportam como cachorros latindo em frente do espelho, vociferando contra aquilo que eles mesmo são: religiosos. Não existe ninguém que escape do senso de divindade inerente a cada homem, conforme Calvino afirmava em sua Insitutas. A diferença é somente que alguns o aceitam e buscam a divindade, outros se rebelam e entregam de forma explícita ao combate. Ambos são idolatras quando não direcionam sua devoção ao Deus revelado nas Escrituras Sagradas, mesmo que seja uma idolatria direcionada à razão.
Diante de sábios que demostram sua loucura, só me resta faz coro a Bíblia, fonte da verdadeira religião: Diz o tolo em seu coração: "Deus não existe! " Corromperam-se e cometeram injustiças detestáveis; não há ninguém que faça o bem. (Salmos 53:1).
QUERER
Certamente você já leu sobre o episódio em que o rei Jeoás de Israel visitou o profeta Eliseu e ele lhe ordenou que atirasse flechas pela janela. Por volta da primeira década do século VII aC Eliseu estaria com cerca de 80 anos. Estava enfermo, a morte se aproximava e o rei Jeoás foi visita-lo. A saudação do rei, lamentando pelo profeta que partia, foi a mesma que o próprio Eliseu fez a Elias quando o viu ser arrebatado em um carro de fogo. É interessante que o ministério desse grande líder tenha se iniciado e terminado com essa frase: "Meu pai! Meu pai! Tu és como os carros e os cavaleiros de Israel! " 2Rs 13:14. Ela reconhece que, Elias primeiro e Eliseu depois, eram sozinhos mais importantes para Israel do que os melhores recursos militares. Nada mal para líderes que nunca pegaram em armas, e tudo o que ofereceram foi a liderança baseada na fé construída sobre a Palavra de Deus.
Na época dessa visita, Jeoás estava sofrendo as consequências dos pecados de seu pai, Jeoacaz. Deus permitira que os arameus, povo que habitava a atual Síria, sob o comando do rei Hazael, invadisse e tomasse muitas cidades de Israel, diminuindo o território significativamente. Agora Hazael estava morto e seu filho, Bem-Hadade, reinava em seu lugar. Eliseu foi um líder de grande influência na política externa e, certamente, desejava resolver essa questão antes de morrer. Por isso o profeta mandou o rei Jeoás pegar um arco e flechas, abrir a janela na direção dos territórios sob poder do inimigo e atirar uma flecha. Quando o rei fez isso Eliseu explicou que aquela flecha simbolizava a vitória que Deus daria sobre os Arameus.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O INDIVIDUO E A PESSOA
Um grande prédio é um conjunto de tijolos devidamente bem organizados. Embora, ao desconstruir o prédio em tijolos independentes faça com que o prédio deixe de existir, cada tijolo ainda mantém sua função, e pode se tornar parte de qualquer outro prédio. Por isso podemos dizer que o tijolo é a unidade ou o indivíduo de uma construção. Sabemos que o tijolo é o indivíduo, porque ele não pode ser dividido sob pena de perder a sua função e não poder mais ser parte de outra construção. E a construção da sociedade? Qual você acha que é a unidade social? Na modernidade a pessoa foi assumindo o status de unidade, ao ponto de não questionamos mais que indivíduo e pessoa sejam sinônimos. Essa forma de ver o mundo, como uma construção formada de pessoas, parece normal e modela nossa forma de entender inclusive a liderança. Mas isso é verdade? Pense um pouco mais sobre isso.
Primeiro vamos definir o termo indivíduo: “adj (lat individuu) Que não se divide; indiviso. sm 1 Pessoa considerada isoladamente em relação a uma coletividade. 2 Sociol Ser biológico. 3 fam Homem indeterminado. 4 Homem reles, desprezível. 5 Pessoa. 6 Biol Organismo singular ou simples, capaz de existência independente. 7 Biol Membro de um organismo composto, ou colônia, por exemplo, um dos elementos distintos que constituem um hidrozoário composto. 8 Biol Qualquer uma das unidades funcionais ou fisiológicas conhecidas como biontes. 9 Ser particular de cada espécie. 10 Quím e Miner Corpo de composição constante.”[1]. Note que, nas várias aplicações do termo, é constante o sentido de unidade ou indivisibilidade. A ideia, portanto, é que a coletividade pode ser dividida continuamente até o nível da pessoa. Portanto, um corpo humano, com seus membros ligados por nervos e músculos, não pode ser dividido porque isso provocaria muito sofrimento, destruiria sua identidade, diminuiria sua capacidade funcional e colocaria em risco sua continuidade.
CONFISSÃO DA GUANABARA
Confissão da Guanabara
O primeiro culto protestante no Brasil
Um grupo de huguenotes (protestantes calvinistas de fala francesa), no dia 10 de março de 1557, na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro, realizou o primeiro culto protestante em terras brasileiras e até onde se sabe em todo o continente. Esse grupo de protestantes chegou ao Brasil a convite do navegador Nicolau Durant de Villegaignon, que chegou em 1555, e depois pediu ao reformador suiço João Calvino que enviasse pastores e colonos protestantes. Um pequeno grupo chegou em 1557 e logo realizaram o culto, sob a liderança dos pastores Pierre Richier, que foi o pregador, e Guillaume Chartier. O historiador Jean de Léry e mais dez artesãos participaram. A cerimônia foi realizada no Forte Coligne, na ilha de Serigipe, hoje Villegaignon. Era uma quarta feira.
Alguns meses depois, em 1558, os protestantes foram expulsos e obrigados a retornar para a França. Cinco deles não puderam seguir por problemas com o barco. Villegaignon, por interesses do poder, simulou um julgamento e e estrangulou três: Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourbon. Esses são os primeiros mártires da perseguição contra os evangélicos no Brasil. André de La Fon foi poupado por conveniência, já que era o único alfaiate da colônia. Jacques le Balleur fugiu, depois foi capturado, preso e finalmente executado em 1567.
No processo, os quatro homens julgados inicialmente foram forçados a redigir uma confissão de fé, oferecendo prova de acusação contra si mesmos, por se oporem às crendices católicas. O documento que leram para reafirmar sua fé, mesmo diante da morte, é tido como a primeira “Confissão de Fé” feita no solo brasileiro, e ficou conhecida como “Confissão Fluminense” ou “Confissão da Guanabara”. Esse documento é um testemunho da perseverança na fé de homens dos quais esse mundo não é digno. Nos inspira a ficar firmes mesmo diante dos poderes deste mundo e da morte, confiados na absoluta soberania de Deus.
Veja a seguir a íntegra do texto da Confissão da Guanabara.
A Confissão de Fé da Guanabara
por Jean de Bourdel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon e André la Fon
Segundo a doutrina de S. Pedro Apóstolo, em sua primeira epístola, todos os cristãos devem estar sempre prontos para dar razão da esperança que neles há, e isso com toda a doçura e benignidade, nós abaixo assinados, Senhor de Villegaignon, unanimemente (segundo a medida de graça que o Senhor nos tem concedido) damos razão, a cada ponto, como nos haveis apontado e ordenado, e começando no primeiro artigo:
I. Cremos em um só Deus, imortal, invisível, criador do céu e da terra, e de todas as coisas, tanto visíveis como invisíveis, o qual é distinto em três pessoas: o Pai, o Filho e o Santo Espírito, que não constituem senão uma mesma substância em essência eterna e uma mesma vontade; o Pai, fonte e começo de todo o bem; o Filho, eternamente gerado do Pai, o qual, cumprida a plenitude do tempo, se manifestou em carne ao mundo, sendo concebido do Santo Espírito, nasceu da virgem Maria, feito sob a lei para resgatar os que sob ela estavam, a fim de que recebêssemos a adoção de próprios filhos; o Santo Espírito, procedente do Pai e do Filho, mestre de toda a verdade, falando pela boca dos profetas, sugerindo as coisas que foram ditas por nosso Senhor Jesus Cristo aos apóstolos. Este é o único Consolador em aflição, dando constância e perseverança em todo bem. Cremos que é mister somente adorar e perfeitamente amar, rogar e invocar a majestade de Deus em fé ou particularmente.
II. Adorando nosso Senhor Jesus Cristo, não separamos uma natureza da outra, confessando as duas naturezas, a saber, divina e humana nele inseparáveis.
III. Cremos, quanto ao Filho de Deus e ao Santo Espírito, o que a Palavra de Deus e a doutrina apostólica, e o símbolo, nos ensinam.
IV. Cremos que nosso Senhor Jesus Cristo virá julgar os vivos e os mortos, em forma visível e humana como subiu ao céu, executando tal juízo na forma em que nos predisse no capítulo vinte e cinco de Mateus, tendo todo o poder de julgar, a Ele dado pelo Pai, sendo homem.
E, quanto ao que dizemos em nossas orações, que o Pai aparecerá enfim na pessoa do Filho, entendemos por isso que o poder do Pai, dado ao Filho, será manifestado no dito juízo, não todavia que queiramos confundir as pessoas, sabendo que elas são realmente distintas uma da outra.
V. Cremos que no santíssimo sacramento da ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, as almas fiéis são realmente e de fato alimentadas com a própria substância do nosso Senhor Jesus, como nossos corpos são alimentados de alimentos, e assim não entendemos dizer que o pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no seu corpo, porque o pão continua em sua natureza e substância, semelhantemente ao vinho, e não há mudança ou alteração.
Distinguimos todavia este pão e vinho do outro pão que é dedicado ao uso comum, sendo que este nos é um sinal sacramental, sob o qual a verdade é infalivelmente recebida. Ora, esta recepção não se faz senão por meio da fé e nela não convém imaginar nada de carnal, nem preparar os dentes para comer, como santo Agostinho nos ensina, dizendo: “Porque preparas tu os dentes e o ventre? Crê, e tu o comeste.”
O sinal, pois, nem nos dá a verdade, nem a coisa significada; mas Nosso Senhor Jesus Cristo, por seu poder, virtude e bondade, alimenta e preserva nossas almas, e as faz participantes da sua carne, e de seu sangue, e de todos os seus benefícios.
Vejamos a interpretação das palavras de Jesus Cristo: “Este pão é meu corpo.” Tertuliano, no livro quarto contra Marcião, explica estas palavras assim: “este é o sinal e a figura do meu corpo.”
S. Agostinho diz: “O Senhor não evitou dizer: — Este é o meu corpo, quando dava apenas o sinal de seu corpo.”
Portanto (como é ordenado no primeiro cânon do Concílio de Nicéia), neste santo sacramento não devemos imaginar nada de carnal e nem nos distrair no pão e no vinho, que nos são neles propostos por sinais, mas levantar nossos espíritos ao céu para contemplar pela fé o Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, sentado à destra de Deus, seu Pai.
Neste sentido podíamos jurar o artigo da Ascensão, com muitas outras sentenças de Santo Agostinho, que omitimos, temendo ser longas.
VI. Cremos que, se fosse necessário pôr água no vinho, os evangelistas e São Paulo não teriam omitido uma coisa de tão grande conseqüência.
E quanto ao que os doutores antigos têm observado (fundamentando-se sobre o sangue misturado com água que saiu do lado de Jesus Cristo, desde que tal observância não tem fundamento na Palavra de Deus, visto mesmo que depois da instituição da Santa Ceia isso aconteceu), nós não podemos hoje admitir necessariamente.
VII. Cremos que não há outra consagração senão a que se faz pelo ministro, quando se celebra a ceia, recitando o ministro ao povo, em linguagem conhecida, a instituição desta ceia literalmente, segundo a forma que nosso Senhor Jesus Cristo nos prescreveu, admoestando o povo quanto à morte e paixão do nosso Senhor. E mesmo, como diz santo Agostinho, a consagração é a palavra de fé que é pregada e recebida em fé. Pelo que, segue-se que as palavras secretamente pronunciadas sobre os sinais não podem ser a consagração como aparece da instituição que nosso Senhor Jesus Cristo deixou aos seus apóstolos, dirigindo suas palavras aos seus discípulos presentes, aos quais ordenou tomar e comer.
VIII. O santo sacramento da ceia não é alimento para o corpo como para as almas (porque nós não imaginamos nada de carnal, como declaramos no artigo quinto) recebendo-o por fé, a qual não é carnal.
IX. Cremos que o batismo é sacramento de penitência, e como uma entrada na igreja de Deus, para sermos incorporados em Jesus Cristo. Representa-nos a remissão de nossos pecados passados e futuros, a qual é adquirida plenamente, só pela morte de nosso Senhor Jesus.
De mais, a mortificação de nossa carne aí nos é representada, e a lavagem, representada pela água lançada sobre a criança, é sinal e selo do sangue de nosso Senhor Jesus, que é a verdadeira purificação de nossas almas. A sua instituição nos é ensinada na Palavra de Deus, a qual os santos apóstolos observaram, usando de água em nome do Pai, do Filho e do Santo Espírito. Quanto aos exorcismos, abjurações de Satanás, crisma, saliva e sal, nós os registramos como tradições dos homens, contentando-nos só com a forma e instituição deixada por nosso Senhor Jesus.
X. Quanto ao livre arbítrio, cremos que, se o primeiro homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para bem como para mal, só ele conheceu o que era livre arbítrio, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim como dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem uma centelha do bem.
Por esta causa, diz São Paulo, o homem natural não entende as coisas que são de Deus. E Oséias clama aos filho de Israel: “Tua perdição é de ti, ó Israel.” Ora isto entendemos do homem que não é regenerado pelo Santo Espírito.
Quanto ao homem cristão, batizado no sangue de Jesus Cristo, o qual caminha em novidade de vida, nosso Senhor Jesus Cristo restitui nele o livre arbítrio, e reforma a vontade para todas as boas obras, não todavia em perfeição, porque a execução de boa vontade não está em seu poder, mas vem de Deus, como amplamente este santo apóstolo declara, no sétimo capítulo aos Romanos, dizendo: “Tenho o querer, mas em mim não acho o realizar.”
O homem predestinado para a vida eterna, embora peque por fragilidade humana, todavia não pode cair em impenitência.
A este propósito, S. João diz que ele não peca, porque a eleição permanece nele.
XI. Cremos que pertence só à Palavra de Deus perdoar os pecados, da qual, como diz santo Ambrósio, o homem é apenas o ministro; portanto, se ele condena ou absolve, não é ele, mas a Palavra de Deus que ele anuncia.
Santo Agostinho, neste lugar diz que não é pelo mérito dos homens que os pecados são perdoados, mas pela virtude do Santo Espírito. Porque o Senhor dissera aos seus apóstolos: “recebei o Santo Espírito;” depois acrescenta: “Se perdoardes a alguém os seus pecados,” etc.
Cipriano diz que o servo não pode perdoar a ofensa contra o Senhor.
XII. Quanto à imposição das mãos, essa serviu em seu tempo, e não há necessidade de conservá-la agora, porque pela imposição das mãos não se pode dar o Santo Espírito, porquanto isto só a Deus pertence.
No tocante à ordem eclesiástica, cremos no que S. Paulo dela escreveu na primeira epístola a Timóteo, e em outros lugares.
XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.
XIV. São Paulo, ensinando que o bispo deve ser marido de uma só mulher, não diz que não lhe seja lícito tornar a casar, mas o santo apóstolo condena a bigamia a que os homens daqueles tempos eram muito afeitos; todavia, nisso deixamos o julgamento aos mais versados nas Santas Escrituras, não se fundando a nossa fé sobre esse ponto.
XV. Não é lícito votar a Deus, senão o que ele aprova. Ora, é assim que os votos monásticos só tendem à corrupção do verdadeiro serviço de Deus. É também grande temeridade e presunção do homem fazer votos além da medida de sua vocação, visto que a santa Escritura nos ensina que a continência é um dom especial (Mateus 15 e 1 Coríntios 7). Portanto, segue-se que os que se impõem esta necessidade, renunciando ao matrimônio toda a sua vida, não podem ser desculpados de extrema temeridade e confiança excessiva e insolente em si mesmos.
E por este meio tentam a Deus, visto que o dom da continência é em alguns apenas temporal, e o que o teve por algum tempo não o terá pelo resto da vida. Por isso, pois, os monges, padres e outros tais que se obrigam e prometem viver em castidade, tentam contra Deus, por isso que não está neles o cumprir o que prometem. São Cipriano, no capítulo onze, diz assim: “Se as virgens se dedicam de boa vontade a Cristo, perseverem em castidade sem defeito; sendo assim fortes e constantes, esperem o galardão preparado para a sua virgindade; se não querem ou não podem perseverar nos votos, é melhor que se casem do que serem precipitadas no fogo da lascívia por seus prazeres e delícias.” Quanto à passagem do apóstolo S. Paulo, é verdade que as viúvas tomadas para servir à igreja, se submetiam a não mais casar, enquanto estivessem sujeitas ao dito cargo, não que por isso se lhes reputasse ou atribuísse alguma santidade, mas porque não podiam bem desempenhar os deveres, sendo casadas; e, querendo casar, renunciassem à vocação para a qual Deus as tinha chamado, contudo que cumprissem as promessas feitas na igreja, sem violar a promessa feita no batismo, na qual está contido este ponto: “Que cada um deve servir a Deus na vocação em que foi chamado.” As viúvas, pois, não faziam voto de continência, senão porque o casamento não convinha ao ofício para que se apresentavam, e não tinha outra consideração que cumpri-lo. Não eram tão constrangidas que não lhes fosse antes permitido casar que se abrasar e cair em alguma infâmia ou desonestidade.
Mas, para evitar tal inconveniência, o apóstolo São Paulo, no capítulo citado, proíbe que sejam recebidas para fazer tais votos sem que tenham a idade de sessenta anos, que é uma idade normalmente fora da incontinência. Acrescenta que os eleitos só devem ter sido casados uma vez, a fim de que por essa forma, tenham já uma aprovação de continência.
XVI. Cremos que Jesus Cristo é o nosso único Mediador, intercessor e advogado, pelo qual temos acesso ao Pai, e que, justificados no seu sangue, seremos livres da morte, e por ele já reconciliados teremos plena vitória contra a morte.
Quanto aos santos mortos, dizemos que desejam a nossa salvação e o cumprimento do Reino de Deus, e que o número dos eleitos se complete; todavia, não nos devemos dirigir a eles como intercessores para obterem alguma coisa, porque desobedeceríamos o mandamento de Deus. Quanto a nós, ainda vivos, enquanto estamos unidos como membros de um corpo, devemos orar uns pelos outros, como nos ensinam muitas passagens das Santas Escrituras.
XVII. Quanto aos mortos, São Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, no capítulo quatro, nos proíbe entristecer-nos por eles, porque isto convém aos pagãos, que não têm esperança alguma de ressuscitar. O apóstolo não manda e nem ensina orar por eles, o que não teria esquecido se fosse conveniente. S. Agostinho, sobre o Salmo 48, diz que os espíritos dos mortos recebem conforme o que tiverem feito durante a vida; que se nada fizeram, estando vivos, nada recebem, estando mortos.
Esta é a resposta que damos aos artigos por vós enviados, segundo a medida e porção da fé, que Deus nos deu, suplicando que lhe praza fazer que em nós não seja morta, antes produza frutos dignos de seus filhos, e assim, fazendo-nos crescer e perseverar nela, lhe rendamos graças e louvores para sempre. Assim seja.
CUIDADO COM AS APARENCIAS
Diz o ditado popular: “Nem tudo o que reluz é ouro”. Em outras palavras, algo pode parecer bom à primeira vista, mas um exame mais detido irá revelar que é exatamente o contrário do imaginado. A Escritura confirma essa realidade quando declara: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12). A história do cristianismo está repleta de ilustrações desse fato. Um bom exemplo é o caso do herege Marcião ou Márcion, no segundo século. Esse cristão era natural da cidade de Sinope, na província do Ponto, norte da Ásia Menor (atual Turquia). Pertencia a uma rica família de proprietários de navios e seu pai era bispo. No final da década de 130, foi para Roma e começou a pregar uma mensagem que a princípio parecia muito bonita, bíblica e verdadeira – a mensagem do Deus de amor.
Para Márcion, o amor era um atributo moral tão importante do Ser Divino que na prática ofuscava todos os demais. Na sua concepção, Deus era exclusivamente um Ser de graça, bondade e misericórdia, e não de justiça ou santidade. Isso significava que Deus não poderia punir ninguém, perdoando a todos indistintamente, quer cressem nele ou não. Ele ensinou aquilo que hoje se denomina “universalismo soteriológico”, ou seja, que todos irão se salvar, porque Deus não pode agir de outra maneira. Não existe condenação, inferno ou retribuição de qualquer espécie. Márcion foi influenciado por uma filosofia religiosa chamada gnosticismo. Os gnósticos eram dualistas, acreditando que havia duas realidades opostas no mundo – o bem, identificado com o mundo espiritual, e o mal, identificado com a matéria. No entender desse herege, o Deus da dispensação judaica era uma divindade inferior, o criador da matéria, um ser vingativo e justiceiro. O Deus supremo, pai de Jesus Cristo, era retratado na nova aliança como um Deus de amor e perdão sem limites.
O problema de Márcion foi não submeter as suas idéias religiosas ao crivo da revelação bíblica e do ensino apostólico. Ele se julgava no direito de decidir sozinho o que era e o que não era Escritura Sagrada, entre aquilo que ele podia e aquilo que ele não podia aceitar. Tanto é que criou o seu próprio cânon ou lista de livros tidos como inspirados, que incluía somente o Evangelho de Lucas e as cartas de Paulo às igrejas, dos quais eliminou todas as referências ao Antigo Testamento. A igreja de Roma prontamente rejeitou as idéias desse homem e o excluiu das suas fileiras. Ele então fundou sua própria organização, que subsistiu por alguns séculos.
A história de Márcion serve de advertência para os cristãos brasileiros do século 21. Hoje em dia, muitos livros, púlpitos e programas de televisão transmitem ensinos que à primeira vista parecem genuínos, salutares e transformadores. Parecem falar de uma vida espiritual mais dinâmica, maior dependência do poder de Deus, maior confiança nas promessas da Escritura. Todavia, examinados de perto revelam horríveis distorções doutrinárias; interpretação bíblica esdrúxula, subjetiva e interesseira; ênfase em valores, alvos e comportamentos mais ditados pela cultura secular do que pela fé cristã histórica. Porém, a mistura desses erros com aspectos da verdade os torna atraentes, fascinantes mesmo. E muitos têm se rendido a esses enganosos cantos de sereia. Daí a oportunidade da advertência paulina: “Julgai todas as coisas; retende o que é bom” (1 Ts 5.21).
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A VERDADE QUE SATANÁS ABOMINA
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; ESTA TE FERIRÁ A CABEÇA, E TU LHE FERIRÁS O CALCANHAR. Gênesis 3:15
Satanás odeia toda verdade, mas há uma que ele abomina, não suporta, e sente o peso dessa verdade de modo dramático: SUA CABEÇA ESTÁ ESMAGADA!
Alguns dizem que o Deus do Antigo Testamento é diferente do Novo Testamento, que era um Deus irado, vingativo, amaldiçoador, mas a verdade é que DEUS É IMUTÁVEL e o mesmo Deus de Gênesis. E exatamente por sua maravilhosa imutabilidade podemos confiar plenamente em suas palavras. Estaríamos perdidos se não fosse sempre o mesmo Deus.
Em Genesis 3.15 há algo que comprova que Deus é o mesmo hoje e sempre, pois se não fosse, Satanás aumentaria terrivelmente sua influência corruptiva e destruidora. Não há dualismo, não há quebra de braço entre dois deuses, não há uma grande batalha do bem contra o mal com forças equivalentes. Não há maniqueísmo. A FIGURA DE SATANÁS É DE UMA SERPENTE COM A CABEÇA ESMAGADA.
O diabo está condenado e amaldiçoado pelo Deus do Antigo Testamento, e se o Deus do Novo Testamento mudasse, a corrupção suplantaria a graça. Genesis 3.15 demonstra a graça do Redentor, que é o Cabeça da Igreja e esmaga a cabeça da serpente, que é o diabo (cf. Ap 12.9). Cristo é o Libertador do homem caído pela tentação do Inimigo.
A Queda dos nossos primeiros pais abriu uma ferida que logo foi dado o remédio, que nos foi revelado: a graça do Salvador que traz perdão pela fé nEle, fé em sua encarnação. -- Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 1 João 5:5-6. -- E todos, antes e depois do dilúvio que creram nessa promessa foram justificados e salvos. O Salvador é a semente da mulher, seu sofrimento (e morte) é a "ferida no calcanhar", sua natureza humana foi ferida. E este mesmo sofrimento é repassado para muitos dos seus santos, em seu nome.
O diabo nos tenta, persegue e até nos mata. E assim o calcanhar continua ferido. PALAVRA do Deus imutável do Antigo Testamento e válida para o Novo Testamento e para nós. Mas enquanto o calcanhar é ferido na terra, a cabeça está no céu. A vitória sobre Satanás está decretada pelo Deus que não pode mudar. Se negarmos o Deus do Antigo Testamento negamos a fé.
A morte de Cristo, o calcanhar ferido, foi ao mesmo tempo o golpe fatal no reino do inimigo, a ferida na cabeça da serpente é mortal, não pode ser curada. Por mais que ainda haja inimizade entre a serpente e a humanidade, as obras do diabo são destruídas por Cristo. -- Para isto o Filho de Deus se manifestou: PARA DESFAZER AS OBRAS DO DIABO. 1 João 3:8.
O poder da mordida da serpente no calcanhar é limitado, o mal não pode avançar nem prevalecer. A verdade é esta:
E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e DELES TRIUNFOU em si mesmo. Colossenses 2:15.
Podemos dizer que nossos primeiros pais até possuíam uma certa simpatia pela serpente antes da Queda, mas agora são inimigos declarados e a mulher deu a descendência do Esmagador da serpente. Essa guerra é irreconciliável e é uma verdade aplicada a Igreja em todos os tempos, uma guerra entre a semente da mulher e a semente da serpente. Não é a toa que chamamos os homens maus de serpentes. Jesus chamava os religiosos inimigos da verdade de SERPENTES e RAÇA DE VÍBORAS. Confira em Mateus 23.33.
Satanás, seus anjos e os homens maus perseguem o povo de Deus, perseguem com ódio, mas a sua cabeça está ferida e esmagada. Os planos de Satanás estão arruinados, em todas as suas obras, seu império está esmagado, sua autoridade despojada, seu poder sobre a morte, nulo. O veneno da serpente está na cabeça e o ferimento que Cristo causou na serpente é fatal. A sua desgraça é total.
Esse ato é continuo e válido para hoje, para agora mesmo, como escreveu Paulo em Romanos:
E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém. Romanos 16:20.
Quando você que crê em JESUS CRISTO se encontra desencorajado por causa de tentações ou perseguições, lembre-se que você é um bem-aventurado por participar das "feridas" do calcanhar, mas lembre-se e guarde em seu coração que os escolhidos em Cristo são mais que vencedores. Já vencemos! Não desanime! Avance com Cristo!
COMO MATAR SUA SOGRA
Lin é uma linda jovem chinesa, que se casou e, por ainda não terem sua casa própria, foi viver com o marido na casa da sogra.
Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.
Os temperamentos eram muito diferentes e Lin cada vez se irritava mais com os hábitos e costumes da sogra, a quem criticava cada vez com mais insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável.
No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para que você se livre da sua sogra, não deve usar estas ervas de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Você deve misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia e, assim, ela vai sendo envenenada lentamente. Mas, para ter a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de nada, você deve ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discuta e ajude-a a resolver os seus problemas.”
Lin respondeu: “Obrigada, mestre Huang, farei tudo o que o senhor me recomenda.”
Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas, Lin serviu, dia sim dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada.
Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia.
Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de lidar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
Certo dia, Lin foi procurar o mestre Huang para pedir-lhe ajuda e disse: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não se preocupe. A sua sogra não mudou. Quem mudou foi você. As ervas que lhe dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que você começou a dedicar.”
Agora, amigas queridas(os), preparem as ervinhas e comecem o tratamento com suas sogras!
O QUE FAZ O BALÃO SUBIR
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa festa.Para atrair compradores, o homem deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares.
Estava ali perto um menino.
Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.Todos foram subindo até sumirem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um.Ficava imaginando mil coisas...
Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou :
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros ?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse :
- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.
A diferença da nossa vida não está na aparência e sim no conteúdo.
CRESCIMENTO ESPIRITUAL
batalha Eu percebo muita gente nas igrejas desejando poder espiritual. Já ouvi inúmeras vezes dizerem que a “igreja que frequento é fria”. Mas, em que se baseia essa afirmação? Provavelmente nas emoções e anseios pessoais, mais do que nas escrituras e no desejo real de sentir e viver uma vida controlada e cheia do Espírito Santo.
Aquilo que alguns consideram como manifestação do poder de Deus, na maioria das vezes não passa de emoções humanas que acalentam os sentimentos vazios de alguém que não conhece a Deus, funciona como anestesiante natural que dura por horas ou dias, mas não preenche a lacuna em sua alma.
O poder espiritual que nós precisamos é aquele que vem de Deus, é o poder que nos leva a compreender e viver sob vontade divina, mesmo quando as nossas emoções não conseguem satisfazer-nos.
Todas as conquistas da igreja começam no mundo espiritual, os resultados no mundo natural são consequências das ações e batalham que travamos no mundo espiritual. Por isso o apóstolo Paulo declarou: Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. Efésios 6.12
Hoje eu quero ministrar um sermão baseado nos escritos de A. W. Tozer (1897-1963), pastor de igrejas da Aliança Cristã e Missionária por mais de 30 anos. Ele nunca freqüentou um seminário, mas os seus conhecimentos bíblicos lhe renderam várias pregações e escritos, foram mais de 40 livros, além de dois títulos de doutor honorário. Ele é tido como um dos maiores pregadores de todos os tempos.
05 VOTOS PARA OBTER PODER ESPIRITUAL
A Bíblia cita inúmeras passagens falando sobre votos, que significa fazer um pacto acerca de algo que desejamos ou não desejamos. Em Salmos 56.12,13 lemos: “Ó Deus, eu te darei o que prometi, eu te darei a minha oferta de louvor porque me salvaste da morte e não deixaste que eu fosse derrotado. Assim, ó Deus, eu ando na tua presença, eu ando na luz da vida”
A primeira pergunta que cada um de nós deve responder: Você quer poder espiritual?
Se a tua resposta for positiva, então faça e cumpra seus votos ao Senhor. Se em algum momento você falhar, então peça perdão ao Senhor que é rico em misericórdia.
O homem carnal busca satisfazer as obras da carne e não gosta de pactos por considerar legalismo estar preso a qualquer compromisso, ele deseja ser livre. Mas, observe a história de dois homens:
O primeiro preferiu ser livre de qualquer compromisso, age como um desocupado, para ele essa é a melhor escolha. Ele não trabalha, dorme em qualquer canto, come restos de refeições que as pessoas lhe oferecem, etc. Na visão da sociedade esse homem é visto como um ser inútil que apenas ocupa um lugar no mundo, sem contribuir com qualquer coisa.
O segundo homem é bem sucedido, ele é um empresário ou líder de governo, não pode ser livre, tem obrigações para cumprir. Ele representa o poder, ele contribui para o mundo em que vive com o seu trabalho, experiência, recursos, etc. Se esse homem desejar ser livre de qualquer compromisso, se tornará inútil como o primeiro homem.
A verdade é que na vida cristã nos deparamos com muitos cristãos desocupados que não querem estar comprometidos a alguma coisa. Eles transformaram a graça de Deus e liberdade cristã em libertinagem.
O cristão espiritual sabe que o seu sucesso em qualquer empreendimento passa pela vontade de Deus e que seus votos perdem o valor sem a ausência do Espírito de Deus. Se nós queremos ter poder espiritual, precisamos nos comprometer com as coisas de Deus. Vamos às sugestões de votos que podemos fazer ao Senhor e procurar cumpri-los para que sejamos espiritualmente poderosos.
PRIMEIRO VOTO – EU VOU TRATAR O PECADO OM SERIEDADE
O pecado não possui uma única face, ele se apresenta de formas e modos diferentes. A sua presença é sentida a todo instante na família, igreja, escola, trabalho, relacionamentos, amizades, ambiente virtual, literatura, música, imagem, etc. A determinação bíblica continua valendo até os nossos dias: Ezequiel 18.4 – “… A pessoa que pecar é que morrerá.”
Algumas pessoas tentam mascarar o pecado ao invés de desmascará-lo, isso não funciona, procure identificá-lo e elimine-o mais breve possível, antes que a morte te surpreenda: Galatas 5.19-21 – As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, 20 a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, 21 as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus.
A resistência ao pecado nos levará a uma dimensão de poder espiritual que não pode ser experimentado de modo natural.
SEGUNDO VOTO – EU NÃO SEREI POSESSIVO, DEUS É SENHOR DE TUDO.
Não estamos falando sobre você vender sua casa ou bens e sair pelo mundo como um peregrino. Libertar-se do egoísmo é deixar de lado o sentimento de posse que nos acompanha desde o nascimento, como uma criança mimada, nós estamos sempre dizendo: “isso é meu, isso é meu, isso é meu”.
Esse senso de propriedade é um grande problema para a ação do Espírito na vida da pessoa. Nós cristãos estamos em Cristo e herdamos a sua natureza, isso significa que não devemos agir com avareza e egoísmo, não reconhecendo que a fonte de tudo o que temos e somos é Deus. I Crônicas 29.12-14: “Toda a riqueza e prosperidade vêm de ti; tu governas todas as coisas com o teu poder e a tua força e podes tornar grande e forte qualquer pessoa. 13 Agora, nosso Deus, nós te agradecemos e louvamos o teu nome glorioso. 14- No entanto, o meu povo e eu não podemos, de fato, te dar nada, pois tudo vem de ti, e nós somente devolvemos o que já era teu.”
Uma vida espiritualmente poderosa é capaz de reconhecer a soberania de Deus sobre tudo que possui - Salmos 103.1-2: Ó SENHOR Deus, que todo o meu ser te louve! Que eu louve o Santo Deus com todas as minhas forças! 2 Que todo o meu ser louve o SENHOR, e que eu não esqueça nenhuma das suas bênçãos!
TERCEIRO VOTO – EU NÃO IREI ME DEFENDER DAS ACUSAÇÕES, EU VOU DEIXAR QUE DEUS O FAÇA
É uma tendência natural do ser humano se defender, em algumas situações isso é plausível e necessário, mas existem pessoas que se irritam facilmente quando alguém fala dela e querem partir para a confusão generalizada, alegam que a sua honra está em jogo, querem justiça, etc.
Quem tenta resolver problemas relacionados a comentários obscuros sobre a sua pessoa age como aquele que encontrou uma pena de pássaro no seu quintal e sai em busca do pássaro tentando identificá-lo. Ouça o que o Senhor Deus disse a Moisés em Êxodo 23.22 – Se vocês lhe obedecerem e fizerem tudo o que ele mandar, eu lutarei contra todos os inimigos de vocês.
Aleluias! Temos um defensor que peleja contra os nossos inimigos nas batalhas, desde que obedecemos as suas ordens, Isaias 54.17 – Mas nenhuma arma poderá derrotar você, e, se alguém for ao tribunal para acusá-la, você não será condenada. O que eu faço pelos meus servos é isto: eu lhes dou a vitória.” O SENHOR falou.
Quando você desenvolve uma vida de oração e busca pelo poder espiritual, muitas pessoas más começam a falar contra você tentando lançar a sua reputação na lama, às vezes Deus permite que isso ocorra para que da lama você possa surgir como instrumento transformado por Deus para uma vida espiritual poderosa.
QUARTO VOTO – EU NÃO SEREI EMISSÁRIO DAQUILO QUE PREJUDICA ALGUÉM
O fofoqueiro não tem parte no Reino de Deus. Provérbios 6.16-19: Existem sete coisas que o SENHOR Deus detesta e que não pode tolerar: o olhar orgulhoso, a língua mentirosa, mãos que matam gente inocente, a mente que faz planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que diz mentiras e a pessoa que provoca brigas entre amigos.
As razões porque existem fofocas são inúmeras, cito apenas algumas:
1º. Complexo de inferioridade conduz a pessoa a levar outras pessoas ao seu nível denegrindo quem é visto como superior;
2º. Tentativa de destruir a imagem de alguém motivado por ciúmes;
3º. Desejo de ser relacionar com as pessoas, por falta de conteúdo falam da vida alheia;
4º. Geralmente o fofoqueiro tem informações privilegiadas e seu maior prazer é compartilhar informações a qualquer pessoa;
5º. Sentem prazer em fazer com que os alvos dos seus comentários sejam vistos como pessoas más;
6º. Falam sempre de erros, situações embaraçosas ou vergonhosas de outras pessoas mesmo sendo mentira.
Se você deseja ser poderoso no espírito precisa manter a boca fechada e não passar adiante coisas que possam prejudicar alguém, ainda que seja verdade o seu papel como Cristão é amar e perdoar, I Pedro 4.8 – Acima de tudo, amem sinceramente uns aos outros, pois o amor perdoa muitos pecados.
Se você ouvir falar de alguém, não passe adiante. Pegue essa informação e sepulte-a em sua memória para que não seja julgado por seus atos, Mateus 7.2 – Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros
QUINTO VOTO – EU NÃO IREI ACEITAR QUALQUER TIPO DE GLÓRIA
Deus não divide a sua glória com ninguém, Isaias 42.8 – “Eu sou o SENHOR: este é o meu nome, e não permito que as imagens recebam o louvor que somente eu mereço.”
Algumas pessoas esperam que o seu serviço cristão lhe dê alguma glória, elas querem servir ao Senhor desde que as pessoas as vejam fazendo algo que dê notoriedade. Essas pessoas buscam elevar a sua reputação diante dos santos, do mesmo modo que os descrentes buscam a sua glória no mundo.
Os dons e talentos que recebemos não pertencem a nós, eles têm prazo de validade, o máximo que duram é até a nossa morte e depois disso só lembranças para os que ficam.
Na passagem da purificação do Templo (João 2.13-17) o problema daqueles homens é que estavam levando vantagens na venda dos animais para o sacrifício. Do mesmo modo ocorrem nos dias atuais, líderes querendo desfrutar da glória do serviço cristão. “Quem quer que sirva por uma comissão, por um pouquinho de glória que possa tirar desse serviço, é um comerciante, e deve ser expulso do templo” (Meister Eckhart).
Jesus é o nosso modelo, ele foi diferente, Filipenses 2.6-11 - Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. 7 Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, 8 ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz. 9 Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, 10 para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos 11 e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai.
O TEMPO PARA SE TORNAR ESPIRITUALMENTE PODEROSO É AGORA
As palavras desse sermão são duras e representam a nossa realidade. Mesmo que inconscientemente, às vezes somos levados ao distanciamento do Espírito de Deus e deixamos de experimentar a sua plenitude em nossas vidas. Todos os atos que envolvem a vida cristã são importantes (orar, jejuar, leitura bíblica, participar dos cultos, etc), mas o Espírito somente irá habitar um coração que esteja totalmente limpo e aberto para recebê-lo.
Cabe a você determinar se quer ou não experimentar esse poder glorioso do Espírito Santo. Esses votos devem ser escritos com lágrimas e sangue em seu coração, eles requerem sacrifício permanente.
Não basta escrevê-los em sua Bíblia, na linha de tempo do facebook, na tela inicial do computador ou celular, na porta da casa, etc. Esses votos precisam ser vividos e não podem ser revogados por alguma razão.
Às vezes somos superficiais em nossos votos, quando erramos dizemos que Deus nos compreende e ai nós seguimos em frente. Porém, não experimentamos o poder espiritual em nós, o tempo passa e nos tornamos religiosos.
Esses votos contrariam a natureza humana e introduzem a cruz de Cristo em sua vida. Eles te levam a assumir a sua posição como embaixador de Deus no mundo, tomar a sua cruz e seguir em frente com Jesus.
Quem toma a sua cruz e passa a seguir Jesus não pode recuar. A cruz não é como outras decisões que tomamos na vida e depois abandonamos. Ela não é um experimento. Ela é a nossa verdade e realidade. Não existe estrada de volta, apenas para frente em direção à Cristo, o nosso alvo.
VOCÊ PODE ORAR COMIGO AGORA?
Deus glorifica-te em minha vida, mesmo que isso me custe caro. Eu estou disposto a assumir o compromisso de viver uma vida santa que te agrada; eu não tentarei voltar atrás; eu desejo experimentar e viver sob o domínio do Teu Espírito Santo e ter uma vida espiritual poderosa. Eu prometo, em nome de Jesus!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
O caminho maravilhoso de DeusUma palavra para o seu coração
Alguém disse: “Diga-me com quem você anda e eu lhe direi quem você é”. Eu, porém, lhe digo: “Diga-me por onde anda e eu lhe direi para onde você irá.”
Os frutos do namoro são conhecidos. Aqueles que optam por esse caminho têm trocado uma “eternidade” de vida e paz com a esposa e a família por momentos de prazer no pecado.
Falando em sexo, precisamos dizer que esta é uma palavra que foi distorcida pelo diabo na nossa cabeça, mas que Deus quer renovar. Sexo é algo divino, santo e maravilhoso, porque foi criado por Deus.
O diabo simula ser um especialista em sexo, mas não é nem nunca foi. “Deus é um desmancha prazeres!”, alguns podem pensar. Esta é uma mentalidade mundana e diabólica sobre Deus. Deus não errou ao criar o sexo.
Muitas vezes, somos pressionados pela sociedade, pela família e pelos amigos para darmos provas da nossa sexualidade. “Deus os criou homem e mulher”. Não precisamos provar nada para ninguém porque já está escrito e isso é suficiente. Você não é homossexual. A verdade é o que está escrito na Palavra de Deus: “E DEUS OS FEZ HOMEM E MULHER.”
A paixão é o fogo que Deus criou para culminar no ato sexual. A atração sexual não é algo do diabo. Ela foi criada por Deus. O pecado, por sua vez, perverteu o dom da atração em lascívia.
Agora, é necessário esclarecer que o dom da atração está sujeito a nossa vontade e por isso ela deve estar sujeita à Palavra de Deus.
Em Jr 6.16 a Palavra nos fala dos caminhos eternos de Deus e das veredas antigas do Senhor. Deus tem o caminho sobremodo excelente para o romance: a corte.
Quando vamos falar desse assunto, a primeira coisa que vem à mente das pessoas é um conjunto de regras e leis dos ‘podes’ e ‘não podes’. Mas não estamos falando de regras, estamos falando de um caminho — o caminho eterno de Deus para os relacionamentos.
A corte não é uma regra, é o caminho de Deus para quem está cansado de sofrer e se decepcionar com o padrão mundano de relacionamento – o namoro.
Deus criou suas leis para o perfeito funcionamento da vida humana, na terra, nos céus, nos mares e no universo inteiro.
Ele jamais exigiu que o homem as seguisse. Ele nos fez com livre-arbítrio. É como a lei da gravidade, você pode obedecer ou não. Contudo, você sofrerá as conseqüências naturais da sua escolha.
Assim também é a “lei” de Deus para o romance. Se você não quer obedecê-la e prefere seguir a lei do namoro instituída pelo diabo, no mundo, você poderá continuar fazendo. Porém, você colherá as conseqüências de sua decisão. A proposta de Deus é um bom caminho, amável, seguro, próspero e deleitável.
Em Os 6.6 lemos: “O meu povo perece porque lhe falta conhecimento”. Mas o profeta Jeremias diz no capítulo 18 verso 12 que os homens “tropeçaram nos caminhos de Deus”. Mas por quê? Porque Jesus é a pedra angular para aqueles que o buscam, mas é pedra de tropeço para os que rejeitam os seus caminhos. Há caminhos que para o homem parecem ser bons, mas que, ao final, são caminhos de morte.
Nós somos uma geração ansiosa, do tipo fast food, que não suporta esperar. Muitos querem o caminho de Deus, mas não querem obedecer às leis de trânsito deste caminho. Ou seja, querem o resultado, mas não querem seguir as instruções.
A Bíblia fala que devemos observar quais são as veredas antigas de Deus. A palavra antiga não significa velha, mas eterna e sempre nova. Para cada área da nossa vida, existem princípios que Deus quer nos ensinar.
Eu fui um jovem que vivia no mundo. Não conhecia os caminhos de Deus - os prejuízos foram muitos. Deus teve que fazer um grande milagre nesta questão de ciúmes na minha vida. Porém, melhor do que obter um milagre é não precisar de um.
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