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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Consciência
A consciência traz um sentido moral, como um termômetro dado por Deus.
Às vezes nos deparamos com alguns flashes que surgem em nossa mente trazendo-nos à memória passagens e episódios da nossa infância ou adolescência, ou de momentos mais recentes do nosso viver. São nada menos do que registros da nossa vida que estão preservados para em um grande dia passar, como num filme, diante de nós e do grande Deus, nosso Senhor. A nossa consciência armazena todos os acontecimentos que os nossos sentidos puderam captar, tanto as suas imagens, quanto a opinião que tivemos a respeito de cada situação. Não é à toa que as escrituras declaram que seremos julgados também pelos desígnios e as intenções do coração (I Cor. 4.5; Hb. 4.12). O apóstolo Paulo declarou em Atos 23.1: ...até ao dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência,... e procuro ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens (também Atos 24.16). (...) A consciência traz um sentimento moral, é como um termômetro dado por Deus. Ela é tão importante que muitos que morreram sem ter a oportunidade de ouvir o evangelho, serão julgados pela lei da consciência. Ela atua em nós dando-nos discernimento entre o bem e o mal. Quando o nosso coração não nos condena, podemos ter confiança diante de Deus. No entanto, quando há algo errado, fora da vontade de Deus, logo ela sinaliza, e a pessoa só terá verdadeira paz quando conseguir consertar o que está errado. Mas, existem também os casos em que a pessoa está tão longe de Deus e a sua vida tão embaraçada em erros e pecados que a sua consciência fica cauterizada, extirpada, ou seja, destruída na sua função de julgar. Ela fica insensível ao erro, que, de tão costumeiro, torna-se uma rotina. Não há dúvida de que, o coração sem a Verdade é um prisioneiro do mal. O apóstolo Paulo declara em I Tim1.19, que muitos naufragam na fé por este motivo e nesta condição se tornam hipócritas e mentirosos (4.2). Portanto, para se ter Paz verdadeira e ter confiança nos momentos de luta é necessário apresentar a Deus uma consciência pura, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia. É preciso deixar a palavra falar ao coração, pois ela é poderosa para salvar as nossas almas (Tiago 1.21). O diabo é apresentado nas Escrituras Sagradas como o acusador dos filhos de Deus (Ap. 12.10). Quando a pessoa tem algo retido no seu interior, ele usará aquilo como arma contra ela para impedi-la de ter comunhão com Deus e de tomar posse daquilo que pertence a ela, por direito. Não deixe jamais que isto aconteça!... Não permita que nada te separe do amor de Deus que está em Cristo Jesus! (Rm.8.39). Não aceite que ninguém te acuse, pois é Deus quem te justifica (Rm.8.32). Permaneça firme, seja fiel e vença sempre!
CONFORMISMO E LIBERDADE
Conformismo e Liberdade Não se acomode. Vá em frente e busque seu sonhos e ideais.
Ultimamente tenho ouvido muito a expressão: “Nada acontece por acaso” ou outras de cunho semelhante. Realmente soa bonito e tem um lindo efeito, porém não concordo.
O que seria o acaso? Seria um fato não previsto, não intencional, não premeditado. Se o acaso não existe, então tudo já estava determinado, decidido e definido. Pensando assim sou obrigado a crer que nada que eu faça ou mesmo deixe de fazer poderia mudar a minha vida, minha sina ou o meu destino.
Toda a minha vida, suas nuances, suas vicissitudes, alegrias, tristezas, vitórias e decepções já estariam decididas e determinadas. Eu sou apenas uma marionete sem juízo, sem opções, obrigado a representar um script ao qual não tenho acesso, nem influência.
Seria um determinismo cruel, insano, desumano, onde viver seria o pior dos castigos. Um castigo que inexoravelmente deveria cumprir e seguir.
Se houvesse determinismo quem determinou? Se houvesse predestinação quem traçou? Os astros? Deus? Uma entidade superior que irresponsavelmente e maldosamente brinca com as vidas humanas?
Claro que não! Eu tenho poder de decidir, mesmo que escolha mal, mesmo que o ambiente seja propício ou indutor, tendencioso para uma decisão. Eu sou livre para decidir, sou livre com todas as responsabilidades e conseqüências.
Eu sou livre para escolher, para decidir, para buscar meu caminho, meus interesses, mesmo que não os consiga, mas sou livre para buscar, tentar quantas vezes for preciso e necessário, e se eu desistir ou desanimar é por escolha minha, decisão própria, um ato volitivo, independente e provindo da minha autonomia, um atributo de minha individualidade.
Você é livre para buscar, lutar e alcançar a plenitude de seus sonhos e desejos. Livre para decidir quer certo, quer errado; livre para amar ou odiar, livre para viver ou morrer.
Livre para continuar livre ou se escravizar e viver apoiado em crenças que te procuram limitar, restringir e incapacitar e te fazer acreditar que você não é capaz de mudar e tem que aceitar sua condição quer seja social, mental, espiritual e sentimental.
Tão livre que pode aceitar estas palavras ou não.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
PROPÓSITO
Você conhece o seu propósito de vida? Ter um propósito de vida é essencial. Sem ele vivemos sem sentido e podemos entrar em um processo de desânimo, e perdemos a alegria e energia de viver.
Todos nós temos um propósito. Algo que faz parte da nossa essência. Que dá sentido à nossa existência. É o que nos indica o caminho a seguir, entre tantos que se apresentam diante de nós.
Uma pessoa com consciência do seu propósito é capaz de formular objetivos alinhados com o seu verdadeiro ser. O seu propósito é aquilo que dá sentido à sua existência. É a fonte da paz, do brilho, e da realização interior. Conhecer o seu propósito possibilita que você desenvolva seu potencial.
Não há dinheiro, sucesso, beleza ou qualquer outro valor que possa substituir o tesouro de estar conectado (a) com seu propósito.
Pessoas que bloqueiam essa consciência correm o risco de viver vidas sem sentido, como um barco à deriva, sem um porto de chegada. Tornam-se candidatas à depressão, apatia, ou ao consumo de álcool, e outras drogas.
Quando você está cumprindo seu propósito o trabalho deixa de ser trabalho e passa a ser prazer. Você se diverte com o que outros chamam de trabalho. Isso acontece porque o que está fazendo é uma expressão do seu potencial. E ao expressá-lo no mundo, você se sente tão bem que tudo se transforma em satisfação.
Descobrindo o seu propósito.
Ao ter senso de propósito, você para de se preocupar com a vida. E se ocupa com o presente, vivendo a alegria de estar aqui e agora. Você ri mais, e vive mais feliz, porque você ama o que está fazendo.
Quando uma ideia, ou um projeto trazem grandes quantidades de energia e entusiasmo para a sua vida, é sinal de você está conectado (a) com seu propósito.
Trabalhar em algo onde possa expressar seu propósito é a única forma de transformar o trabalho em prazer. A recompensa obtida está ligada à sua auto realização e não apenas ao retorno financeiro.
Muita gente alega a necessidade de pagar contas e de sobreviver como um impedimento para escolher um trabalho simplesmente por gostar dele. Entretanto, todos podem encontrar um modo de ganhar a vida trabalhando em algo em que exercitem seus talentos. Um trabalho que preencha seu propósito de vida.
Já imaginou como seria a sua vida se, ao se levantar, todos os dias, você soubesse que estaria fazendo aquilo que adora fazer? Investindo tempo e energia num trabalho que é mais do que uma forma de pagar suas contas - algo que justificaria a sua vida por si só , por representar a oportunidade de exercer o seu potencial!
Conhecer o seu propósito lhe dá a força e a determinação necessárias para buscar a sua realização. Ao fazer aquilo que você faz melhor, ajuda a transformar este mundo num lugar mais amoroso para se viver.
Conectando-se com seu propósito:
Você sabe que está conectado (a) com seu propósito de vida, quando flui com naturalidade, aprendendo e crescendo com todas as experiências vividas. Sem tentar classifica-las como negativas ou positivas, ou ainda, sem criar expectativas sobre a forma como as coisas devem acontecer. Simplesmente flui.
Nesse estado, é capaz ou simplesmente observar o que se passa à sua volta, sem julgamentos. Com amor e neutralidade. Ao viver o seu propósito você encontra inúmeras formas de se expressar. Todas se manifestam através de uma atitude amorosa, gerando alegria e amor para os que estão à sua volta.
Não julgue um propósito
Se considerarmos que o universo é um e que todas as coisas estão interligadas, não há propósitos pequenos ou insignificantes. Todos são valiosos e importantes. O propósito de cada um é o seu tesouro.
Um propósito não significa, necessariamente, grandes projetos ou ações extraordinárias. Não existe um propósito pequeno ou grande Ao contrário, muitas vezes, ele está ligado à tarefas e valores que dão consistência ao dia a dia. Criar filhos e educá-los, ensinar, curar, consolar, são exemplo de propósitos valiosos.
Sucesso é viver o seu propósito.
Não importa quanto sucesso você faça aos olhos do mundo. Se não estiver realizando seu propósito, será como uma ferramenta desenhada para um trabalho e que não é utilizada com esse objetivo.
Você usaria um bisturi de cirurgião, feito com precisão científica, para cortar pão ou abrir envelopes? Acha razoável usar um carro de corrida para levar crianças à escola? É mais ou menos isso o que se pode fazer ao desconhecer o seu propósito de vida.
Quando se está alinhado com seu propósito, mesmo os maiores desafios tornam-se um jogo cheio de motivação. Você consegue fazer muito sem sentir cansaço ou ansiedade.
TIMIDEZ
O que é a timidez? Como resolver? Tenso nas situações sociais, o tímido pode passar uma imagem de poucos amigos
A timidez manifesta-se através da tensão e inibição em situações sociais, as quais interferem e dificultam a realização de objetivos pessoais ou profissionais de uma pessoa.
Uma pessoa tímida tem dificuldade na busca de novos empregos, ao iniciar novas amizades e namoros, em situações de intimidade, quando precisa pedir informações a estranhos, quando tem necessidade de reclamar seus direitos ou falar com autoridades, enfim, a timidez surge nas mais variadas e diferentes situações da vida social.
A timidez pode variar do ficar sem jeito em uma situação social específica (por exemplo, dificuldade de falar em público), passando por uma timidez crônica (que aparece em todas ou quase todas as áreas da vida do tímido), até chegar à fobia social (a mais grave de todas, impedindo a pessoa de fazer até mesmo as coisas mais simples do dia a dia).
Em uma situação social, ao invés de envolver-se na conversa, o tímido observa a situação de fora da mesma: não presta atenção ao que o outro diz, mas fica prestando atenção em si mesmo, em como está saindo sua voz (sempre baixa e trêmula); não sabe onde colocar as mãos (que podem estar suando ou trêmulas); não consegue encarar ninguém nos olhos, sempre desviando o olhar, ficando de cabeça baixa, olhos voltados para o chão.
O tímido procura ir a festas e reuniões sempre acompanhado, tenta nunca estar só e só vai sozinho quando não encontra nenhuma desculpa para não ir. Quando alguém se aproxima dele em festas, fica vermelho, deseja desaparecer e permanece sempre quieto nos cantinhos!
Uma pessoa tímida sempre ensaia muito o que vai dizer ou procura evitar a exposição de suas ideias, pois tem medo da avaliação negativa dos outros (ele morre de medo de passar-se por tolo).
Por estar sempre tenso nas situações sociais, o tímido pode passar para as outras pessoas uma imagem de poucos amigos, de ser alguém de difícil acesso ou até mesmo a imagem de ser uma pessoa arrogante. Puro engano!
O tímido tem muitos medos...
Ele tem medo de situações novas, de falar em público, de expor sua ideias ou a si mesmo, pois teme ser avaliado, julgado ou não ser aceito pelos outros. Uma pessoa tímida é incapaz de ousar!
Quanto mais inseguro o tímido se sentir em relação a outras pessoas, quanto mais nova for a situação e quanto menos conhecida seja a pessoa com quem o tímido está se relacionando, maior será a necessidade dele de se refugiar internamente, retrair-se, pois se sente muito ameaçado.
O tímido tem medo de gente... tem medo de não ser aceito, medo de ser rejeitado!
Possui pensamentos e sentimentos negativos sobre si próprio, sentimentos de inferioridade, sua auto estima e confiança em si mesmo são muito baixas, tem medo de errar, etc.
Quais seriam as causas da timidez?
O medo de não ser aceito e de ser rejeitado é universal! A necessidade de se sentir aceito e receber carinho e amor é comum a todas as pessoas.
Como o tímido lida com essa necessidade?
Se crescemos num clima em que nos sentimos rejeitados e mal-amados, carregamos conosco o sentimento de desvalorização, responsável por uma baixa autoestima: somos adultos inseguros com enormes dificuldades diante da possibilidade de um fracasso, incapazes de suportar a avaliação do outro e a nossa própria auto avaliação.
Se crescemos num clima com excesso de amor, com uma proteção excessiva, perdemos a capacidade de sustentar as frustações e caminharemos ao longo da vida tentando evitar as decepções.
O tímido permanece prisioneiro de seus temores e não aprende com as experiências, pois não se permite arriscar!
Uma psicoterapia pode dar apoio emocional ao tímido e ajudá-lo a entender seus medos e suas inseguranças pessoais, propiciando uma transformação gradativa do seu eu.
Consequentemente, surgirão os benefícios na área amorosa, social e profissional.
É possível superar a timidez e ter uma vida normal!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
A BOLA DE PANO
Do Céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. (Salmos 53:2). Quando era menino, eu gostava muito de futebol. Meu sonho era ter uma bola de couro. Naquele tempo, para mim, era quase um sonho impossível. Um dia estava tentando fazer uma bola de pano. Tinha juntado papel, pano, agulha e linha. Havia me ferido várias vezes com a agulha, mas a bola não saía do jeito que eu queria. Nisso, ouvi a voz do meu pai chamando. Fiquei chateado. Não podia haver momento mais inconveniente para ele chamar. Eu estava concentrado na confecção da minha bola, e ele continuava chamando. “O que será que ele quer?” pensei, mas continuei tentando resolver meu problema. Diante da insistência do meu pai, levantei-me e fui. Ao chegar perto dele, não podia acreditar no que estava vendo. Ele tinha nas mãos uma linda bola, dessas de couro e cadarço que se usava antigamente. “Eu não deveria dar-lhe esta bola porque você não veio imediatamente”, disse meu pai. O tempo passou. Já vivi muito. Hoje, também sou pai e sei que, quando o pai chama, é só para o bem do filho. Nada há neste mundo que o pai deseje mais do que a felicidade do filho. Jesus um dia afirmou: “Se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem?” Lucas 11:13. Esta é a mensagem de hoje. Davi afirma que Deus olha do Céu para ver se há alguém que O busque. Por que o Pai deseja que o ser humano O busque? Porque longe de Jesus a criatura não pode ser feliz. Poderá ferir-se talvez, tentando fazer sua “bola de pano”, mas qualquer realização será passageira. Jesus deseja que você seja sábio para viver a vida na sua plenitude. Mas, longe de Jesus, é quase impossível. Sem Ele não há sabedoria. Paulo diz aos coríntios que Jesus Se tornou, da parte de Deus, “sabedoria”. Portanto, buscar a Jesus é buscar sabedoria. Encontrá-Lo é achar sabedoria. E ser sábio, meu amigo, é saber viver, saber vencer, saber perder e até saber morrer, com dignidade. Ainda dá tempo de fazer deste o grande ano de sua vida, a virada de sua existência. Busque sabedoria em Jesus, e lembre-se de que “do Céu, olha Deus... para ver se há... quem O busque”
O BORDADO
Quando eu era era pequeno, minha mãe bordava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: - Mãe, o que a senhora está fazendo? Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava - Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição. Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: - Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo? Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: - Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse: - Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: Pai, o que estás fazendo? Ele parece responder: Estou bordando a sua vida, filho. E eu continuo perguntando: - Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes? O Pai parece me dizer: - Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim... e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição. Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando... Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. (Isaias 64:4)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
RASGANDO O CORAÇÃO
A preocupação de Deus em chamar seus filhos para retornarem de verdade aos seus braços. Nós pertencemos a Ele porque fomos criados e resgatados – o preço foi pago e por isso pertencemos a Ele.
Deus é claro em dizer que espera que nos convertamos de todo o coração. Isso nos mostra que Deus estava cansado de promessas vazias, de pessoas que estavam sempre fazendo votos e não cumpriam; por isso Deus afirma que espera que essa conversão seja o resultado de três atos por parte do ser humano: jejum, choro e pranto. JEJUM – quando jejuamos nossa mente fica mais livre para compreender os propósitos de Deus. Vejo Deus dizendo que espera que nossa conversão seja fruto de uma entrega sem reservas, com decisão de verdade, decisão que leva a um compromisso diário. CHORO e PRANTO – choramos quando estamos tristes e felizes. É claro que preferimos chorar de felicidade, mas infelizmente nossa vida é repleta de momentos tristes. Deus está esperando que nossa conversão seja fruto de nosso choro e pranto. Seja resultado de uma avaliação de nossa própria vida, uma análise da nossa situação. Para que Ele possa fazer um milagre em nossa vida, temos que primeiramente entender que necessitamos de um salvador.
Quando a mulher adúltera fora levada diante de Cristo, ela não ficou procurando uma desculpa para seus pecados, apenas esperava que Jesus fizesse cumprir o que a Lei dizia. O que ela e os outros não sabiam era que a lei de Deus tinha por objetivo mostrar nossa necessidade de salvação. Então Deus nos diz: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração, com jejum, choro e pranto.
Quero desafiá-lo a parar e olhar para dentro de você mesmo. Você consegue perceber que Deus está só querendo cuidar de você? Em seguida Deus nos dá uma dica do que devemos fazer pra alcançar nosso objetivo de voltar pra Ele de todo o coração: rasgar o coração e não as vestes. É claro que rasgar as vestes é muito mais fácil. Você pode jogar fora os seus CDs, DVDs, roupas e parar de ir a lugares que não agradam a Deus, mas se isso for fruto de um “rasgar de vestes” essa conversão durará tanto quanto uma fase da lua. Reavivamentos que começam de fora para dentro não duram o suficiente ou não alcançam o objetivo. E isso porque o que precisa mudar é o meu pensamento, minhas emoções, meus sonhos e desejos. Deus espera que eu tenha coragem de colocar em Suas mãos meu coração todo rasgado para as coisas deste mundo. Quando eu faço isso, Ele conserta e faz do jeito dEle. Rasgar o coração pode ser a única coisa que ainda esteja faltando acontecer na sua vida. Ao invés de fazer o que você acha certo, está na hora de fazer o que Deus espera. E isso só é possível se você estiver disposto a rasgar o coração. Alguns costumam dizer que a salvação é individual, e concordo com eles. Mas preciso dizer que aqui em Joel podemos perceber claramente que Deus deseja que todo o seu povo passasse por essa maravilhosa experiência. Ele convoca a todos: idosos, crianças, bebês e até mesmo os jovens que haviam se casado a pouco tempo. Todos, sem exceção deveriam se apresentar perante o Senhor, pois Deus tinha algo especial para eles. E a bênção era para todo o seu povo. Então, depois de toda essa convocação, o sacerdote deveria clamar ao Senhor a fim de que Ele tivesse misericórdia deles. O que ainda falta para que você receba a bênção de Deus? O que você ainda está esperando? Deus tem bênçãos para derramar sobre nós. Qual a bênção que você espera dele hoje?
FUJA PARA VIDA
Fugir para vida, significa abandonar o que é ruim e que atrapalha.
Fuja das paixões da mocidade e procure viver uma vida correta, com fé, amor e paz, junto com os que com um coração puro pedem a ajuda do Senhor. (2 Timóteo 2:22) Aqueles que gostam de chegar cedo para curtir uma praia e montam sua barraca perto das ondas sabem muito bem o que vai acontecer mais tarde: A maré irá subir e logo terão que se afastar para não serem arrastado pelas águas. O problema é que só encontrarão lugar atrás dos que chegaram depois. Existe um ditado que diz: se você não vai para frente, significa que você está indo para traz. Isso vale para a vida espiritual. Quando não progredimos, perdemos terreno. Assim como devemos nos afastar para não sermos engolidos pelas águas da praia, devemos também fugir das paixões carnais para continuarmos vivos na fé. Não somente fugir, mas perseguir a justiça, a fé, o amor e a paz. A palavra “fugir” implica correr o mais rápido que puder para longe de algo que possa ser prejudicial. É exatamente isso que Paulo está aconselhando fazer quando confrontados com “paixões da mocidade”, ou com atitudes que não glorificam a Deus. Da mesma forma, a palavra “perseguir” implica seguir de perto algo com o objetivo de captura-lo. Esta é a maneira que Deus quer que nós aproximemos dele – sempre nos esforçando para chegar a conhecê-lo melhor por meio de sua Palavra, seus mandamentos, e assim crescer na fé. Quanto mais buscarmos os desejos divinos e a nossa aproximação com Cristo, mais rapidamente nos afastaremos das ações que não glorificam e honram a Deus. É uma escolha excludente, ou seja, fujamos para a vida – logicamente significa fugir da morte eterna – ou permaneçamos estacionados espiritualmente, sujeitos ao envolvimento contínuo com o pecado. Não podemos viver um estilo de vida que glorifique a Deus e continuar sendo arrastado por práticas prejudiciais ao crescimento espiritual. Em última análise, fugir para a vida – ou crescer espiritualmente – resume se a cada pequena escolha que fazemos. Com a força de Deus podemos negar desejos carnais, e optar por fazer a coisa espiritualmente correta. Que o nosso relacionamento com Deus nos capacite a encontrar a rota de fuga das práticas contaminadas desse mundo e o caminho da vida eterna.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
PRINCIPIOS DO AMOR VERDADEIRO
Em um relacionamento a dois, surgirão momentos de insatisfação emocional, como se os sentimentos do início da relação tivessem acabado. Daí surgem dúvidas: “Será que não gosto mais dele(a)?” “O que há de errado?” Mas tais momentos também fazem parte de um relacionamento e é a partir daí que escolhemos amar. Por isso, os sentimentos não são o guia mais seguro. Os princípios do amor verdadeiro devem estar em ação. O amor verdadeiro vem de Deus – Se Deus é a origem do amor, quanto mais buscarmos conhecê-Lo, mais capacitados vamos estar para amar nosso cônjuge. O amor verdadeiro nos leva a amarmos a nós mesmos – “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mateus 22:39). “De todos os julgamentos que fazemos, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos” (Nathaniel Branden, escritor-psicólogo).
A auto-estima que inclui confiança e respeito próprios nos capacita a lidar com os desafios da vida, sem deixar de ser feliz. A pessoa que tem uma boa auto-estima procura entender e dominar os problemas que surgem; respeitar e defender seus interesses e necessidades.
Quanto melhor estiver a nossa auto-estima, mais conseguiremos ter relações saudáveis com respeito e boa vontade. Mas não confunda “amor a si” com auto-glorificação à custa dos outros. A auto-estima não pode ser corrompida pela arrogância. O amor verdadeiro envolve compromisso – Por inexperiência e imaturidade, muita gente faz promessas românticas que nunca serão cumpridas. Sem comprometimento, o amor verdadeiro não pode ser desenvolvido. O casamento é muito importante; é necessário que se prepare muito bem antes de se comprometer para sempre. O amor verdadeiro é incondicional – Só num clima de amor incondicional, que conseguimos relaxar as defesas e permitir que se desenvolva a intimidade. Amar sem querer nada em troca não é natural para o ser humano, mas devemos lutar por isso. Não há nada que apele mais ao coração que amor e aceitação incondicionais. O amor verdadeiro perdoa – Um médico-missionário chamado McMillen, afirmou que “ao Jesus dizer que devemos perdoar até setenta vezes sete, estava pensando não só em nossas almas, mas em salvar nossos corpos da síndrome de colite, da doença das coronárias, da hipertensão arterial e de muitas outras enfermidades”. Ninguém é perfeito, mas quando se perdoa, o amor é fortalecido. O amor verdadeiro respeita a individualidade – Quando amamos alguém de verdade, deixamos esse alguém ser ele mesmo, sem tomar conta do espaço dele. Não é preciso dominar o outro; é preciso respeitar sua liberdade de pensamento e de decisões. Permita-lhe desenvolver seu potencial e sua identidade própria. O amor verdadeiro é doador – Sua maior preocupação deve ser a de servir seu(sua) companheiro(a). Felizes são os que se preocupam mais em dar que em receber. O amor procura favorecer outros, saindo do seu caminho, para dar, fazer, ajudar, aliviar e partilhar. Não é fácil dar amor. Mesmo quando os outros falham conosco, podemos escolher amar.
O ABRAÇO
Já se comprovou que todos necessitam de contato físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contato físico é o abraço. Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes NÃO encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira. Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços. Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.
Aumenta a vontade de viver aos enfermos.É importante saber que:Os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa.O que nos dá um abraço? PROTEÇÃO:
O sentir-se protegido é importante para todos, e muito mais para as crianças e mais velhos, que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia. SEGURANÇA:
Necessitamos nos sentirmos seguros. Se não o conseguimos, atuamos de forma ineficaz e as nossas relações interpessoais declinam. CONFIANÇA:
A confiança faz-nos avançar quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida. FORÇA:
Quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam. SAÚDE:
O contato físico e o abraço partilham uma energia vital capaz de sanar ou aliviar enfermidades UM ABRAÇO:
Faz e diz muitíssimo; abraça o teu amigo, abraça os teus entes queridos, abraça as tuas crianças, abraça o teu animal de estimação…
domingo, 1 de fevereiro de 2015
O MEDO DE ERRAR
A vida é surpreendente, pois nunca se sabe quando ocorrerá uma importante aprendizagem abrindo portas a horizontes até então desconhecidos. E foi assistindo a um ensaio de uma orquestra jovem que compreendi um aspecto crucial ao desenvolvimento humano. O maestro que ali regia os músicos, preparando-os para uma apresentação que se aproximava, interrompeu-os, dizendo: “Percebo que alguns estão tocando com medo, deixando a música sem vida! Não tenham receio! Toquem pra valer! Se tiverem que errar que errem feio! Só assim conseguiremos extrair a beleza que a música oferece!”. A sua intervenção causou um silêncio profundo naquela sala, e ao mesmo tempo provocou um intenso barulho dentro das várias cabeças ali presentes, forçando-as a refletir sobre o medo de errar. Assim, o ensaio prosseguiu mais vigoroso. Alguns dias depois, novo fato me estimulou a rever o caso ao assistir pela televisão uma apresentação de patinação artística no gelo. Algumas jovens patinadoras eram avaliadas por um júri bastante crítico. Os dois comentaristas do evento apontavam o receio que a maioria delas tinha em errar, preocupadas em não cair na pista, levando-as a certo engessamento durante as coreografias. Uma delas, contudo, segundo eles, chamava a atenção por sua conhecida ousadia, coisa que lhe rendeu um colossal tombo, tal como se previra. A moça não hesitou, e logo continuou a apresentação. Ao final, de acordo com a soma dos pontos, adivinha quem venceu a disputa? Justamente ela, a corajosa, que se expôs muito, mas brilhou bem mais. As outras não caíram no chão (talvez tivessem se petrificado de vergonha ante tal cena), porém empalideceram diante da colorida e viva apresentação daquela que tombou, perdeu pontos, mas ganhou. Fui tomado por uma convicção e disse a mim mesmo: “o maestro estava certo!”. Por que temos tanto medo de errar, se é através do erro que alcançamos o aperfeiçoamento e algumas vitórias na vida? O que nos leva à sujeição da mediocridade se há tanto a conquistar? Que razões nos impedem de transitar do pouco ao muito? Quem nos obriga a permanecer na sombra, com tanta luz ao redor? Por que nos engessamos na vida profissional ao apresentarmos coreografias tão tímidas e limitadas? Que tipo de estímulo nós oferecemos aos nossos filhos: empobrecido talvez? Será que assim também cerceamos o desenvolvimento da nossa motivação ao reduzir as metas e possibilidades de conquistas a que temos tanto direito? Que mal há em cair no chão ao tentar superar-se? O que há de errado com o erro? Quem define os limites das nossas conquistas? O medo de errar é maior do que a esperança de ultrapassar as próprias limitações? Quem pode tocar, com ânimo e coragem, o instrumento da evolução, autorizando-se a vibrar exuberantes notas do crescimento que impressionam por sua magnitude? O maestro estava certo!
ADMINSTRANDO RELACIONAMENTO
Muita gente não sabe, mas relacionar-se bem com os colegas de trabalho é um dos principais fatores de sucesso. Pois é, de nada adianta você ser um profissional competente se não sabe trabalhar em equipe e criar harmonia no ambiente de trabalho.
Um estudo da Harvard mostra que 2/3 das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas. Isso explica porque pessoas altamente profissionais e competentes no que fazem acabam sendo demitidas de suas empresas e outras - nem tão competentes assim -
permanecem, atingindo promoções e melhores oportunidades de carreira. Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos acabam tendo menores chances de sucesso.
Existem diversas causas para a dificuldade nos relacionamentos humanos: rabugice, antipatia, arrogância, timidez etc. mas a causa mais comum é o despreparo. A grande maioria das pessoas não sabe que cuidar das relações não é apenas uma questão de sociabilidade, mas de progresso profissional.
As relações humanas são baseadas numa palavrinha: comportamento. Com isso, as pessoas que têm um bom comportamento, automaticamente, cuidam melhor de suas relações humanas. Essa é uma das competências relacionadas à inteligência emocional (QE - Quociente Emocional), que há muito tempo vem sendo valorizada demais nas empresas. De nada adianta um profissional possuir um QI (Quociente de Inteligência) alto se o seu QE for baixo. Ele estará fadado a ter sérios problemas na carreira e na vida particular.
O marketing interpessoal é uma ótima ferramenta de orientação na busca por um comportamento adequado para o sucesso, sendo desenvolvido tanto para uma melhor produtividade do indivíduo como de toda uma equipe, produzindo, consequentemente, melhores resultados para as empresas.
Aqui vão 10 regras básicas para se fazer um bom marketing interpessoal. Utilize-as e sinta a diferença:
1) Respeite os outros, não fazendo com eles o que você não quer que eles façam com você. Isso é ter empatia (colocar-se no lugar do outro).
2) Cultive amizades. Mantenha contato com as pessoas sempre que puder (dentro e fora do ambiente de trabalho) e não somente quando precisar delas. Mostre que você se importa realmente com elas. Faça seu Networking (Rede de Relacionamentos) ficar cada vez maior.
3) Aprenda a ouvir mais do que falar. Não é a toa que temos dois ouvidos e uma boca!
4) Seja sempre educado e evite ser rude. Cumprimente a todos, mesmo aquelas pessoas que você não conhece direito.
5) Faça elogios verdadeiros às pessoas. Aprenda a enxergar os pontos positivos de cada um e enalteça-os. Mas lembre-se que elogiar não é bajular!
6) Não seja teimoso. Saiba mudar sua opinião se outra pessoa lhe mostrar argumentos concretos e críveis.
7) Não entre em choque direto com os outros. Tenha paciência e saiba conduzir uma conversa de forma tranquila e amigável, mostrando seus argumentos com exemplos práticos. Assim, você conseguirá convencer de maneira simpática e eficiente.
8) Procure sorrir mais e contagiar as pessoas com positivismo. Torne sua presença agradável.
9) Esteja sempre à disposição para ajudar. Evite o isso não é comigo e procure soluções para seus colegas, mesmo quando o assunto não lhe diz respeito.
10) Procure se informar sobre diferentes culturas e seus respectivos tipos de comportamento. Isso demonstra conhecimento e ajuda a evitar gafes desagradáveis.
AMIZADE MAIS DO QUE AMOR
É sempre muito difícil comentar de uma forma nova um assunto que já conhecemos. Temos uma forte tendência conservadora, que nos leva a rejeitar, ao menos num primeiro instante, qualquer ideia que não esteja em concordância com o que já sabemos. Vou falar de amor e, então, parece mais difícil ainda que as pessoas consigam ver seus aspectos menos simpáticos.
O amor corresponde a uma busca de completude. Todos nós, desde o início da vida, temos a sensação de sermos incompletos. Parece que só nos sentimos inteiros e em paz quando estamos com o nosso eleito. Assim, é óbvio que nosso primeiro amor é nossa mãe, e todos os outros objetos de amor que venhamos a ter ao longo das nossas vidas serão substitutos dela.
As crianças são extremamente dependentes de suas mães, com as quais têm a sensação de estarem fundidas. Sentem-se inseguras quando estão longe delas e vivem atormentadas pelo pesadelo de que ela poderá abandona-las ou morrer. Quando refletimos sobre as relações amorosas entre adultos, percebemos que o modo como se unem é muito semelhante ao sentimento que liga uma criança à sua mãe. A grande verdade é que os ingredientes negativos relacionados ao ciúme também se manifestam de uma forma muito intensa. É por causa disso que costumamos perceber o amor como um sentimento que acaba se opondo de modo mais ou menos definitivo aos desejos de individualidade.
O amor adulto é uma cópia do que se passa na infância. O discurso é mais racional, mas as reações são idênticas às das crianças. Casais apaixonados se tratam por diminutivos infantis e gostam de receber agrados também infantis. Esses pequenos detalhes não seriam importantes se não viessem acompanhados de noção de que aqueles que se amam têm direitos sobre seus amados. A mãe se acha com direitos sobre seus filhos e isso, até certa idade, faz sentido. Agora, que o marido possa dizer à esposa se ela pode ou não usar determinada roupa, ir ou não a um dado lugar, é uma ofensa aos direitos individuais.
O outro tipo de relacionamento íntimo que vivenciamos é o da amizade. Aqui, o prazer da companhia é tão importante quanto o que existe nas relações chamadas amorosas. A confiança recíproca e a cumplicidade costumam ser até maiores do que as alianças encontradas entre os que se amam. Somos mais respeitosos e menos dependentes de nossos amigos.
Qual a conclusão? Para mim, fica claro que o amor é um processo infantil que costuma se perpetuar ao longo da nossa vida adulta. A amizade é um tipo de aliança muito mais sofisticada porque não busca a fusão e sim a aproximação de duas criaturas que tenham importantes afinidades e interesses em comum. Nossa parte adulta estabelece vínculos respeitosos e ricos em intimidade, que correspondem à amizade. Nossa parte infantil tende a estabelecer um elo único com outra pessoa, em relação à qual passamos a ter expectativas similares àquelas que tínhamos de nossa mãe. Não tenho dúvidas a respeito: amizade é um processo muito mais adulto do que chamamos de amor.
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