“.. Desde quando eu era criança, sou apaixonado pelas estrelas. Eu nem sabia explicar o motivo, só sabia que havia algo nelas que me chamava em silêncio, como se o céu tivesse aprendido a falar sem usar palavras.
Eu lembro de ficar deitado olhando para cima, inventando histórias para cada ponto de luz. Achava que cada estrela era uma janela acesa em algum lugar distante, onde sonhos moravam e nunca precisavam dormir. Enquanto o mundo descansava, minha imaginação acordava.
Com o tempo, a vida foi ficando barulhenta, cheia de pressa, contas, responsabilidades e dias que terminavam antes mesmo de começarem. Mas curiosamente, toda vez que a noite chegava, as estrelas continuavam lá. Do mesmo jeito. Sem cobrar nada. Sem exigir nada. Apenas brilhando como se quisessem me lembrar de quem eu era antes de crescer.
Foi aí que eu entendi que a minha admiração nunca foi só pelo céu. Era pela sensação de pureza que ele me devolvia. Pela lembrança de que existe algo maior, mais bonito e mais calmo do que qualquer problema que pareça gigante durante o dia.
As estrelas me ensinaram que distância não impede a luz de chegar. Que silêncio não significa vazio. E que mesmo depois de bilhões de anos, ainda é possível continuar brilhando.
Hoje eu ainda olho para o céu como aquela criança. Talvez com mais perguntas, mas com a mesma esperança. Porque no fundo, eu continuo acreditando que cada estrela é um lembrete de que a beleza mais verdadeira sempre encontra um jeito de permanecer..”
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