Eu te amo, ó SENHOR, minha força. O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é o meu rochedo, em quem me refugio. Ele é o meu escudo e o poder da minha salvação, a minha torre segura (Sl 18.1-2).
No texto bíblico, lemos que Asa, rei de Judá, teve paz em seus dias, e que Deus o livrou de um grande exército por ter confiado e buscado ao Senhor de todo o coração. Porém, ao final de sua vida, esse monarca recebeu uma advertência por parte de um profeta, que o repreendeu por ele ter confiado em homens, e não no Altíssimo. Asa teve uma grave enfermidade e confiou nos médicos, mas não buscou o Todo-Poderoso, e tal doença causou sua morte.
Ao ler esse trecho das Escrituras, lembrei que há quem afirme que não se deve confiar em pessoas, e por vezes não se deve buscar médicos nem tomar remédios para seus males, pois se deve buscar somente a Deus. Porém, tal afirmação é um grande equívoco de interpretação da verdade bíblica que conduz muitos a um erro grave. A Bíblia se propõe a demonstrar, algumas vezes, que esse contraste entre a esperança em Deus e nos homens tem como foco o tipo de credibilidade em que nos baseamos. A confiança em Deus é superior, pois sabemos que somente ele tem todo o poder e soberania, e é capaz de nos livrar, salvar, restaurar e justificar. Porém, o Senhor pode utilizar seres humanos nesse processo. Ele nos deu sabedoria para que possamos nos capacitar em várias áreas da sociedade e, assim, servir uns aos outros com as habilidades, dons e talentos que dele recebemos. Devemos orar por médicos, policiais, amigos e familiares para que Deus os capacite com graça e sabedoria a fim de que possam nos aconselhar, dar um diagnóstico correto e prescrever o melhor tratamento, fazer a segurança da nossa cidade etc. Por isso, nossa confiança primária precisa estar no Senhor, porque ele não falha e nunca falhará. Nós, por outro lado, somos limitados e dependemos dele.
Nas dificuldades, nossa confiança deve estar no Senhor, que pode fazer milagres ou usar alguém para nos ajudar.
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